Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 05/11/2020
São Tomás de Aquino elencava que todas as pessoas sempre deveriam ser tratadas com a mesma importância.Apesar disso, ao contrário do ponto de vista do filósofo, observamos a problemática envolvida nos desafios para promover o parto humanizado no Brasil, cujas causas estão no preço do parto e na malícia médica que coagem a mãe a irem pelo caminho cirúrgico para trazerem seus bebês ao mundo.
É relevante abordar, primeiramente, que o preço do parto normal e baixo em relação à cesárea, o SUS paga uma diferença de cem reais a mais em relação ao parto humanizado, assim, esse fator e um âmago da problemática apresentada.De acordo com Nicolau Maquiavel, até as leis mais ordenadas podem ser impotentes diante da cultura e dos costumes da sociedade.Nesse contexto, é possível constatar o modo como a legislação que por meio da Constituição Federal garante o acesso pleno saúde não e seguida a rigor, fazendo por muitas vezes o parto cirúrgico que um meio especifico que deve ser feito em casos extremos, analisando a situação nota-se que as lacunas decorrem das falhas da legislação vigente.
Além disso, outra dificuldade encontra-se na má-fé médica.Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, destaca o individualismo e a falta de empatia como cernes da sociedade atual.Nesse contexto, é possível observar como tais fatores destacado pelo filósofo possuem assiduidade na sociedade brasileira, tendo relação direta com promoção de partos humanizados, bem como, os profissionais que lidam com procedimento priorizam o lucro e não o bem estar da mãe e do filho.Essa liquidez que percorre sobre a questão se apresenta, de certo, como a falta de empatia e flexibilização de valores éticos, sendo que, o procedimento se torna um produto e o fator biológico um meio de exploração.Essa situação funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios para a promoção do parto humanizado no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em programas de promoção do parto humanizado, através do acompanhamento neonatal em unidades básicas de saúde e grandes hospitais, também para complementar essa ação, poderia promover a difusão de informação sobre o parto humanizado a fim de informar as mães sobre os benefícios do mesmo.Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo dos desafios para promover o parto humanizado no país, a fim de superar esse empasse.