Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 24/11/2020

Durante a Revolução Francesa, muitas mulheres saíram às ruas em busca de direitos que contemplassem a classe feminina, surgindo o movimento feminista. Neste sentido, a mulher ainda luta por suas causas e entre elas está a contemplação de um parto mais humanizado, visto que esse momento é único na vida dela. Dessa forma, problemas como o lucro com o parto e o desconhecimento sobre o assunto precisam ser estudados.

Em primeiro plano, vale destacar o teor lucrativo sobre o parto, no Brasil. Em sua maioria, o parto em cesárea, além de ser mais rápido, possui um aspecto de visa o lucro, pois, a mesma equipe médica pode realizar vários em um mesmo dia, em contrapartida ao parto normal, em que a mulher precisa de muitas horas para a concepção. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, em 2015, o Sistema Único de Saúde pagava cerca de R$195,00 pelo parto normal e R$294,00 pela cesárea, o que confirma um teor lucrativo diante de um momento sensível da mulher.

Ademais, o desconhecimento sobre o parto humanizado é outro desafio. A relação médico-paciente deve ser de apoio, o que, muitas vezes, não ocorre e cria um certo distanciamento e até timidez. Sendo assim, como essa relação fica em segundo plano, a gestante acha que tudo o que o especialista fizer será o ideal e não insiste nesse acolhimento. Conforme uma pesquisa da Fiocruz, apenas 26% das mães tiveram contato com o filho após o parto, corroborando a desinformação e a falta de intimidade.

Portanto, falar sobre o direito das mulheres, como na França, é uma das formas de garantir apoio e informação. Desse modo, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, deve capacitar os especialistas da saúde sobre o parto humanizado, por intermédio de uma abordagem mais acolhedora, desde o início das consultas, e da conversa com as gestantes e parceiros, além de equilibrar o valor dos partos, a fim de gerar informação e amparo à mulher. Ademais, a mídia, em especial a TV aberta, deve mostrar documentários sobre o parto humanizado, por meio de experiências, visando a criticidade social.