Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 09/11/2020
O nascimento de um bebê é, sem dúvidas, um momento extremamente marcante para todos à sua volta. Nesse contexto, muito tem se falado sobre a humanização no parto no Brasil, é fato que, durante o procedimento, a equipe médica proporciona o máximo de conforto à mãe, mas também preocupam-se com o bebê e querem proporcionar o máximo de segurança aos dois. Muitas vezes, essa atitude é vista como desumana, por parte dos pacientes, mas não é.
Em primeiro plano, para o Conselho Regional de Medicina, durante o parto, a vida da mãe e do bebê devem sempre, acima de tudo no momento, ser preservada. Nesse contexto, é fato de que a mãe tem o poder de escolha, se ela quer o parto normal ou o procedimento cesariano, mas a equipe médica deve avaliar o caso e ver o que é mais recomendável no momento.
Em segundo plano, uma pesquisa feita pela OMS, informa que no Brasil, a taxa de partos por cesárea deveria ser 15%, mas está em torno de 50%. Com certeza há algum fator responsável por isso, talvez seja o método do procedimento, os médicos ou até mesmo o medicamento utilizado no processo. A humanização do procedimento é um direito da mulher e, sempre que possível, deve ser garantido.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o empasse. O governo deve reunir-se com o Ministério da Saúde, direcionar verbas, e criar um órgão público que seja responsável pelo acompanhamento dos últimos meses de gestação das mulheres, dando-às, se possível, a opção de escolher como quer que o seu procedimento ocorra, sendo ele normal, cesárea, acompanhado pelo familiar ou não. Todo hospital público deve ter uma sala destinada à essa função, com funcionários capacitados. Assim, espera-se que os desafios para promover o parto humanizado sejam freados no Brasil.