Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 12/11/2020

Dados publicados pelo site Primeira Notícia demonstram que mais de 50% dos partos no Brasil são feitos por cirurgias. Tal informação demonstra a diminuição dos partos humanizados no país, o que se torna um problema quando as mães são desencorajadas e impostas a optarem por cessarias. Dessa forma, verifica-se a configuração de uma problemática de contornos específicos, devido à priorização de interesses financeiros e à má influência midiática.

Precipuamente, a soberania interesses financeiros contribui incessantemente como uma das causas. Nesse sentido, Theodor Adorno - filósofo da Escola de Frankfurt - cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar os interesses financeiros no contexto capitalista de sua época. Não distante das palavras de Adorno, constata-se o mesmo problema na contemporaneidade, em relação aos desafios para a realização de partos humanizados, uma vez que, mesmo tendo um valor superior - conforme dados do site Cotidiano -, as cirurgias são impostas a grande parte das mulheres para fins lucrativos. Logo, nesse contexto, a resolução do problema é dificultada.

Outrossim,  a má influência das mídias constitui outra causa latente do problema. De acordo com o autor Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumente de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse viés, a realidade contraria a visão de Bourdiei ao não demonstrar apoio acerca da escolha de partos humanizados na sociedade brasileira. Sendo assim, com a falta de apoio e incentivos voltados às mulheres, dificultam-se as possibilidades de melhorias dessa problemática.

Portanto, medidas devem ser tomadas para a diminuição dos desafios existentes. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com as mídias, deve promover palestras de apoio às mulheres e suas escolhas a respeito do parto, por meio de vídeos em mídias digitais - como televisão e internet -, a fim de promover o bem-estar feminino sem que haja o desencorajamento. Destarte, diminuirão os desafios para promover o parto humanizado no contexto brasileiro.