Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 19/11/2020

No âmbito da Antropologia, da disciplina socióloga, estuda-se sobre o corpo da mulher e suas diretrizes. Nesse contexto, observa-se a analogia com o parto humanizado, visto que para ocorrê-lo necessita entender toda importância feminina, principalmente no momento de “dar à luz”. Contudo, o parto humanizado enfrenta desafios para ser promovido, logo, tornam-se imprescindíveis caminhos para combater tal problemática.

O termo “parto humanizado”, segundo a plataforma “Despertar do Parto”, implica em um conjunto de práticas e procedimentos que buscam readequar o processo de parto dentro de uma perspectiva menos “medicalizada” e hospitalar, entendendo tanto a mulher quanto o bebê numa visão que, segundo seus defensores, seria mais humana e acolhedora. Com base nisso, o médico entenderia a real necessidade da mãe de realizar a cesária e demais procedimentos evasivos, porém, devido ao tabu existente ao corpo das mulheres, muitas dessas são submetidas a condições desumanas sem perceber. Também, tendo em vista o recente surgimento do parto humanizado, a maioria dos obstetras não teve fundamentação técnica a respeito, dificultando sua presença nos processos de gestação.

Consequentemente, os mais prejudicados são a mãe e o filho, que podem perder a conexão em um momento tão particular quanto o parto, pois são expostos a um ambiente totalmente caótico, estressante e sem os cuidados precisos. Além disso, a falta de humanização no momento do nascimento pode ocasionar traumas psicoemocionais à mãe, como depressão, crises de ansiedade ou demais danos mentais e físicos. Em uma pesquisa realizada pela OMS, Organização Mundial da Saúde, evidenciou-se que uma em cada quatro mulheres foi maltratada durante o trabalho de parto, dessa maneira, buscam-se, urgentemente, soluções que revertam a realidade supracitada.

Portanto, a fim de minimizar os desafios para promover a implantação do parto humanizado, faz-se necessária a capacitação dos profissionais da área de ginecologia e obstetrícia, por meio de cursos, com a atuação do governo em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina, uma vez que esse estudo ensinará os procedimentos corretos e mostrará o corpo feminino de um forma jamais vista. Em suma, ter-se-á uma sociedade mais conscientizada e menos leiga, como proposto na esfera antropológica.