Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 03/12/2020

Com a criação Resolução Normativa nº 368, houve a garantia do acesso da gestante às informações essenciais para que possa decidir sobre o parto. Porém, mesmo com essa garantia de auxílio as mulheres, algumas não tem noção dos risco de cada procedimento. Sendo assim, a falta de informação é um fator que leva as mães a não optarem pelo nascimento normal, além disso, o parto humanizado é considerado mais seguro, pois é um processo menos invasivo e de menor risco .

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o recomendando é que apenas 15% dos partos em um país sejam cesáreas, a realidade no Brasil é que 55,6% dos 2,9 milhões de bebês, que nascem anualmente, são cirúrgicos. Isso mostra que o Brasil tem mais nascimento Cesáreo do que se é recomendado. Essa cirurgia causa o aumento de recém nascidos prematuros, já que a idade gestacional não pode ser calculada com precisão, o que pode causar alguns problemas. Além disso, a tomotocia é um procedimento que possui alguns riscos, e eles muitas vezes não são bem esclarecidos as mães. Essa intervenção cirúrgica foi utilizada na idade média como um método de emergência, visto que era feita apenas quando ocorria a mortalidade materna ou fetal e em casos muito especiais. Dessa maneira, é importante que a mãe escolha como deseja ter seu filho, mas também é essencial que ela saiba tudo o que envolve os dois tipos de parto.

Paralelo a isso, o parto humanizado é considerado mais seguro, pois é um procedimento menos invasivo. Segundo o médico, Drauzio Varella, a cesárea não é tão conveniente para mulher, pois esse procedimento é uma cirurgia de médio porte, com risco de infecções e perda sanguínea. Sendo assim, a tomotocia deveria ser feita apenas quando o parto normal não dá para ser feito. Um fator relevante é que o tempo de recuperação materna pós nascimento é bem mais rápido no humanizado, do que é quando é por meio de cirurgia. Esse processo de humanização do nascimento é necessário e importante, pois com ele o parto volta a ser visto como um processo natural, e deixa de ser encarado como uma patologia, além disso, é mais seguro e oferece menor risco para mãe e o bebê.

Portanto, são perceptíveis os desafios para a promoção do parto humanizado no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Saúde deve criar campanhas para a promoção do parto humanizado e instruções para os obstetras. As propagandas devem abordar esse assunto de maneira esclarecedora e deverá ser feita por meio de comerciais e panfletos, para que assim mais mulheres tenham acesso a informações. Em adição, essa instrução deve ser para orientar os médicos para falar com sua paciente sobre os benefícios e os malefícios de cada parto, para que ela esteja ciente de tudo o que envolve os procedimentos, pois assim a solução normativa estará cumprindo seu papel de informar.