Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 18/11/2020

Nas últimas décadas houve o “boom” da cesariana, gerando uma onda de partos cirúrgicos sem necessidade e consequentemente uma serie de casos de violência obstétrica. Nesse âmbito, surgiu o parto humanizado que ainda enfrenta desafios para ser promovido no brasil. Isso se deve, ao medo de não ser seguro e a falta de informação sobre o assunto.

Convém ressaltar, de início, que a segurança durante o parto é uma questão primordial para a tranquilidades da parturiente. Segundo o site Primeira Notícia, 53% dos partos realizados em 2011 no Brasil foram cesárias, tendo em vista que segundo a OMS o índice de cesarianas considerado aceitável é no máximo 15% nota-se, que há uma ideia de que esse é o meio mais seguro. Nesse contexto, percebe-se que o Brasil é um país que remete à segurança durante o parto à hospitalização e à medicação em mulheres e bebes, principalmente diante de níveis de cesarianas eletivas tão altos; gerando um receio de tudo que não envolve esses aparatos de mecanização do nascimento de uma vida, como é o caso dos partos humanizados.

Além disso, outro fator relevante, é que na era da informação tão poucos saibam o que realmente é o parto humanizado. Segundo o filósofo inglês, Thomas Hobbes “Conhecimento é poder”, dessa forma, percebe-se que uma vez que a gestante possui todas as informações e condições de avaliar as possíveis formas e processos de partos ela tem a capacidade de tomar a melhor decisão. Dessa maneira, a futura mãe não se vê influenciada por informações manipuladas, incompletas ou equivocadas, gerando o real conhecimento sobre o assunto e o poder de decisão priorizando os pontos para ela mais relevante. Nesse sentido, muitas mães que presam por um processo mais natural e calmo para o bebe e com menos intervenções desnecessárias deixam de optar pelo parto humanizado por falta das informações corretas.

Fica evidente, portanto, que a insegurança e a falta de informação são grandes desafios para se promover o parto humanizado no Brasil. Cabe ao SUS, sistema único de saúde responsável pela assistência à saúde das pessoas e realização de ações assistenciais e das atividades preventivas, estabelecer debates produtivos por meio, médicos durante o pré-natal e de campanhas em escolas e em mídias sociais a fim, de conscientizar as pessoas dos possíveis meios de se alcançar um parto saldável. Assim, espera-se que com essas medidas o parto humanizado seja mais difundido no Brasil.