Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 20/11/2020

O Parto Humanizado é um processo que visa interferir o mínimo possível no nascimento de um bebê. Todavia, por se tratar de um campo que abriga lacunas informativas e ocorre geralmente fora de hospitais, divide opiniões. Além disso, a preferência pelo parto cirúrgico, por suas supostas facilidades, tornam o parto humanizado menos aceito.

Precipuamente, cabe destacar a desinformação e o medo como auxiliares na preferência por cesarianas. De maneira análoga, tivemos “a Revolta da Vacina” ( ato civil gerado pelo pânico popular, em detrimento a falta de conhecimento a cerca da vacinação). Fora da alusão, o Parto humanizado também é objeto de temor, visto que, por falta de conhecimento muitas mulheres o tem como pior opção a se seguir. No entanto, seus benefícios para a mãe e bebê são maiores.

Ademais, outro fator a salientar é o incentivo ao parto Cesária por parte dos profissionais de saúde. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde o número aceitável de cesarianas é de 15% e o Brasil ultrapassa tal porcentagem. Além disso, essa padronização do nascimento é prejudicial a saúde física e mental da mulher e da criança, podendo acarretar em problemas respiratórios e também levar a morte do feto. Nessa lógica, é preciso munir as gestantes destas informações.

Torna-se evidente, portanto, que a padronização do parto e a desinformação são nocivas para gestantes e fetos. Por isso, o Ministério da Saúde deve criar propagandas sobre os riscos e benefícios de cada tipo de parto, essas, devem ser exibidas nos meios de comunicação em massa. Assim, ao serem informadas corretamente, muitas gestantes e familiares poderão fazer a escolha do parto mais consciente, e quem sabe diminuir a porcentagem de partos cirúrgicos.