Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 22/11/2020

Desde de 1988, o artigo 6.º da Constituição Federal do Brasil, assegura a proteção à maternidade e à infância. No entanto, é notório que no Brasil há muitos desafios para promover o parto humanizado. Dessa forma, não há dúvidas de que medidas como: falta de informação da mulher e a falta de comunicação entre os profissionais com a parturiente, devem ser diminuidas consideravelmente, para promover uma maior segurança entre mãe e filho.

Vale ressaltar de início, que a falta de informação da mulher, é extremamente relevante na hora do parto, em consequência disso, muitas optam por cesarianas. Desse modo, dados do Ministério da Saúde apontam que 40% dos brasileiros nascem dessa forma, na rede pública. Em vista disso, é notório que a mulher deve-se manter mais informada sobre o parto humanizado e seus benefícios.

Outro fator importante, a ser destacado, é a ausência de comunicação dos profissionais de saúde com a mãe, como o uso de analgesia. Nesse sentido, de acordo com a pesquisa Nascer no Brasil, 73% da mulheres que participaram da pesquisa não tiveram acesso a procedimentos não medicamentosos para o alívio da dor, como banho quente. Dessa forma, é preciso que médicos e parteiros, se preparem melhor para todos tipos de partos.

Fica evidente, portanto, que o parto humanizado no Brasil, deve ser mais debatido e não visto como um “tabu”. Cabe ao Ministério da Saúde, averiguar as faltas de informações e comunicações com as gestantes e profissionais de saúde, por meio de melhorias no sistema de saúde, a fim de diminuir os riscos no parto humanizado, como morte da mãe e do bebê. Desse modo, teremos garantido um parto mais tranquilo e seguro, garantido pela Constituição.