Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 29/11/2020

De acordo com a Constituição de 1988, norma de maior hierarquia no país, qualquer mulher tem o direito dignidade e a informação durante o periodo neo-natal. Entretanto, tais direitos não vem sendo devidamente respeitados diante de varias noticias sobre a violência obsétricia que fere a dignidade da gestante e quanto a falta de informção para a escolha do procedimento. Desta forma, cabe ao Ministério da Saúde fazer conforme necessário para que a dignidade.

Deve-se pontuar, que mais de 50% dos partos realizados pela rede pública são partos cirúrgicos, ou seja, feitos através de cesariana, ja na rede privada os números chegam a mais de 80%. Entretanto, tal procedimento, segundo a OMS, deveria apenas ser realizado em casos de risco da gestante ou do bebê. Desta forma, a cesaria mesmo sendo um procedimento bastante utilizado pode causar diversos riscos tanto a mãe quanto ao bebê devendo ser assim reformulado as regras para se fazer o procedimento da cesaria e devendo ser apenas usado quando em situações de risco.

De segundo modo, muitas mulheres estão começando a optar pelo parto humanizado por medo da violência obstetrica que ainda se torna bastante presente em diversos partos. De outro modo, tanto durante o parto cirúrgico quanto no parto natural as mulheres não são as protagonistas desses procedimentos, assim ficando em segundo plano e ainda são altos os índices de violência obstetrica nos dois casos. Desta forma, seria necessário maiores fontes de informações as gestantes para que elas possam ter acesso ao procedimento que as deixem mais confortáveis e que preservem sua dignidade.

Torna-se evidente, portanto, que a escolha e a gestante devem ser os pontos principais para que a gestante tenha um parto saudável e que preserve sua segurança e dignidade, desta forma, cabe ao Ministério da Saúde, ministério regulamentador do Estado, fornecer as informações necessárias a gestante para que ela opte por o procedimento em que se sentira mais segura e assim deixando o procedimento da cesaria para casos de estrema importância diminuindo assim o risco para a gestante e para o bebê.