Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 23/11/2020

A Constituição Federal, norma de maior hierarquia jurídica no Brasil, garante em seu Art. 6° que todo cidadão tem direito a proteção à maternidade. Entretanto, com os elevados índices de cesarianas no Brasil, isso não está sendo devidamente assegurado. Nesse contexto, apresentam-se como causas para este problema a falta de informação e a falha no sistema de saúde.

É elementar que se leve em consideração que a desinformação em relação à partos humanizados, é um fator que influencia diretamente para os altos índices deste problema. Assim, por não saberem do que se trata, muitas mulheres optam pela cesária por considerá-la mais segura e isso é comprovado com os dados do Ministério da Saúde de 2014, que mostram que 84% dos partos na rede privada são cirúrgicos. Dessa maneira, a falta de disseminação de informações sobre o parto humanizado causa receio nas mulheres e, consequentemente, aumentam os índices de cesárias.

Vale ressaltar, ainda, que há uma falha no sistema de saúde que contribui para este problema. Durante a gestação, segundo dados do Ministério da Saúde, 70% das grávidas, que no início da gestação desejavam um parto normal, são desencorajadas. Dessa forma, não informar as gestantes sobre os benefícios do parto humanizado e sobre os riscos de uma cesariana, são atos ainda muito presentes que precisam mudar para amenizar este problema.

Fica evidente, portanto, que são necessárias medidas para promover o parto humanizado no Brasil, superando todos os desafios desta questão. Cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas sobre o assunto através de debates e palestras por todo o país para que a população seja devidamente informada e saiba optar, na hora do parto, pela melhor opção para a mãe e para o bebê. Desse modo, os direitos garantidos na Carta Magna, de 1988, serão devidamente assegurados.