Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 03/12/2020

Em 1842, o médico Crawford Long descobriu a capacidade sedativa do éter, o que possibilitou a realização de  cirurgias sem dor. Nesse contexto, no século XXI  a descoberta de Long promoveu o uso exacerbado de cesarianas no Brasil, o que proporcionalmente assegurou desafios para promover o parto humanizado. Por essa razão, faz-se necessário pautar a manipulação social e as falhas na regulamentação do sistema de saúde.

Em primeiro plano, convém ressaltar que a  manipulação social propicia os desafios em assegurar o parto humanizado no país. De acordo com documentário da Netflix “O renascimento do parto”, mulheres que escolheram e poderiam ter realizado parto normal, alteraram suas escolhas pela influência da população, e foram submetidas à cesariana. Desse modo, o documentário denúncia os mitos que sustentam à pratica excessiva das cesárias realizadas no Brasil, visto que falsas informações promovem insegurança nas gestantes do país decorrente ao parto normal. Com isso, nota-se forte influência social e de midiatização nas decisões de gravidas.

Em segundo plano, as falhas na regulamentação do sistema de saúde provoca as dificuldades em garantir o parto humanizado no Brasil. Segundo o site Globo News, a saúde pública brasileira tem se revelado um verdadeiro martírio para sua gente, a qual apresenta insuficiência de profissionais, infraestrutura precária, e superlotação. Nessa perspectiva, o exposto evidencia um sistema fragilizado pela corrupção e pelo descaso de muitos governantes, o que, acarreta precária gestão profissional e de obstetras nas maternidades da rede pública de saúde brasileira. Consequentemente, gera-se perda do hábito de realizar partos sem mediação de procedimentos cirúrgicos.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas publicas são necessárias para alterar esse cenário. Logo, cabe a mídia informar a população sobre os riscos da realização de cesarianas, por meio das publicidades operantes no sistema de propaganda brasileiro, para que desestimule o uso exacerbado da intervenção cirúrgica nos partos de brasileiras. Além disso, o Ministério da Saúde deve capacitar os servidores da rede de saúde pública, através de cursos técnicos, a fim de extinguir a insegurança de grávidas em relação ao procedimento humanizado, assim como garantir o controle as dores sentidas durante o trabalho de parto, e facilitar os movimentos pélvicos para dar à luz. Portanto, será possível coibir os desafios para garantir o parto humanizado no Brasil.