Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 30/11/2020

Desde 2011 a Rede Cegonha, um projeto do Ministério da Saúde, promove a conscientização do atendimento humanizado e tem como principal objetivo garantir o acesso de qualidade e atenção. No entanto, no contexto social vigente, a imprevisibilidade do processo são um dos principais fatores que levam as mulheres a optarem pela cesariana, descartando o parto humanizado. Nesse contexto, não há dúvidas de que, a promoção de tal forma de parição é recente e precisa ser disseminada.

De início, é possível identificar falhas do Estado na execução de medidas que assegurem as mães e as deixem confortáveis na sua escolha. A esse respeito, “Microbirth", a forma como nascemos e nossa saúde a longo prazo, e apresenta como o microbioma humano e como ele pode estar enfraquecendo devido às constantes interferências na via de parto e o alto índice de cesarianas. Desse modo, ao compararmos nossa realidade obstétrica atual em referência a essa situação percebemos que existem diversas opções de amenização das dores do parto e também novas possibilidades de parição, como o parto humanizado.

Vale ressaltar, ainda que quase todos os métodos para parir são caros e não são todos os planos de saúde que cobrem esses serviços. Entre os fatores que influenciam,  o filósofo Habermas já preconizava que o debate sobre determinada mazela social já se configura como uma forma efetiva de ação. Desse modo, se da a tal falta de procedimentos e meios a valorização da cesariana, mesmo com todos os seus riscos.

Fica evidente, portanto, que há necessidade de medidas que solucionem tal problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas sobre procedimentos de parto que podem ser realizados, seus riscos e suas imposições e benefícios por meio da mídia e da propagação dessas informações, para que assim as gestantes analisem e estejam cientes das consequências e das situações de um parto cesariana realizar um parto cesariana. Assim, essas medidas são irrefutáveis por assegurarem a disseminação e promoção do parto humanizado no Brasil.