Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 30/11/2020
A Constituição Federal do Brasil, promulgadas em 1988, prevê, no Artigo 5º, o direito à liberdade de escolha. Porém, mesmo com esse direito garantido à todos, muitas mulheres em período de gravidez são influenciadas pelo sistema médico adotado no Brasil quanto ao método de parirem, fazendo com que o parto humanizado, vontade de muitas, seja deixado de lado. Assim medidas devem ser tomadas para que as mulheres tenham o direito de decidirem o método do parto.
Em primeira análise, pode-se apontar como causa a cultura da cesariana, presente no Brasil, totalmente influente na vida das grávidas. Segundo dados da OMS, Organização Mundial da Saúde, a cesária, mesmo ameaçando a vida dos pacientes, é o método mais utilizado no país, uma vez que é mais simples, ágil e indolor. Isso comprova a existência de um estigma social que valoriza a cesariana.
Ainda é válido ressaltar que o capitalismo, motivo pelo qual muitos médicos atuam, faz com que o nascimento mais naturalizado não seja destaque nas mídias e nas instituições de saúde pública. De acordo com Wiston Churchill, ex primeiro ministro do Reino Unido, não existe opinião pública, existe opinião publicada, o que mostra o quando as “opiniões” posicionadas na mídia influenciam a sociedade.
Diante disso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, órgão administrativo de maior instância na área, juntamente com o Conselho Federal de Medicina criem um projeto referente ao parto humanizado e, através de palestras explanem os benefícios do parto natural. Cabe também as mídias sociais auxiliarem na remoção dessa cultura cesariana presente na sociedade. Dessa forma o previsto no Artigo 5º da Constituição Federal não seja contrariado.