Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 08/12/2020

No Brasil, há a mercantilização do parto cesariano. Isso é comprovado pelo SUS que paga 293,84 ao procedimento do parto cesariano e 194,79 por parto normal e o tempo que leva para ocorrer o parto normal, enquanto o parto cesariano é agendado e demanda pouco tempo. Diante dessa realidade, precisamos buscar junto aos poderes público e privado soluções célere para vencer os desafios para promover o parto humanizado no País.

Observa-se que a grande maioria das brasileiras deseja o parto humanizado no início da gravidez. Mas, com o avanço da gestação as mulheres são levadas a ser desencorajadas para realizar o parto cesariano, pela mercantilizarão participa, em hospitais públicos e em privados. Conforme,  o Ministério da Saúde, nos nosocômios públicos há 40% de e nos privados há 84% de partos cesarianos. Isso mostra o antagonismo com os números da OMS, de 15% de urgências cesarianas. Por isso, precisamos buscar estimular a promoção do parto humanizado.

É preciso frisar que o parto humanizado é um processo normal de nascimento que contribui para evitar risco de vida às mulheres e aos seus filhos. Pois, como parto humanizado a genitora pode ter a vivência do parto normal. Assim, conseguiremos evitar sequelas psíquicas, emocionais para esses atores sociais, garantir o acesso a esse parto e combater essa mercantilizarão que desencoraja as brasileiras de ter o parto humanizado.

Fica clara a necessidade de criar uma política de Estado que garanta todo o processo do parto humanizado e cesariano, se o último for necessário para salvar as vidas envolvidas. Essa política pode determinar ao Ministério da Saúde que amplifique como Unidades Básicas de Saúde, hospitais públicos, privados, pela Agência de Saúde suplementar, e os números de profissionais de saúde, na promoção ao parto humanizado. Em adição, deve ser criado um aplicativo para o cidadão fiscalizar a mercantilização da patologia. Assim, promoveremos a dignidade às gestantes brasileiras e aos brasileiros, com o apoio irrestrito do poder público privado e, principalmente, da sociedade brasileira na fiscalização.