Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 06/12/2020
O documentário “O renascimento do parto” retrata, na perspectiva das mulheres e dos profissionais de saúde, a importância do parto humanizado para o bem-estar integral da gestantes e dos bebês. Contudo, no cenário atual do Brasil, tal prática ainda enfrenta desafios sua sua efetivação e expansão, dentre elas a negligencia governamental e a atuação médica abusiva.
Em primeiro plano, evidencia-se que o déficit de medidas do governo para melhor a qualidade do atendimento na esfera pública em especial o das gestantes, faz com que elas vislumbre o parto humanizado como algo distante de suas realidades. Consoante ao pensador inglês Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por defender e assegurar o bem - estar dos cidadãos, entretanto, com os brasileiros isso não ocorre. A superlotação dos hospitais públicos é um dos fatores que dificulta a realização de partos humanizados além da falta de uma equipe treinada para tal acompanhamento o qual deve ser centrado nas decisões da mulher e ajuda emocional para a mesma ,contribuem para que o parto cirúrgico aconteça com maior frequência.
Ademais, vale ressaltar que a falta de condutas éticas por parte de alguns membros da equipe médica e de enfermeiros comprometem a efetivação dos nascimentos humanizados. Essa lamentável realidade está associada, sobretudo, a uma formação acadêmica extremamente técnica e pouco humanitária em relação ao conforto das pacientes. Em virtude disso muitos obstetras agem de forma violenta não levando em consideração a vontade da mulher nas decisões do parto. Desse modo um evento que poderia ser aconchegante para a gestante torna algo traumático e doloroso.
Infere-se portanto, que atitudes devem ser tomadas para que o quadro problemático seja minimizado. Logo, o governo deve destinar verbas para o Ministério da Saúde, o qual investirá em salas de partos adequadas para a realização de partos humanizados, com a finalidade de que esses se tornem uma realidade acessível aos hospitais públicos. Ademais o Sistema Único de Saúde (SUS),deve promover campanhas, por meio das redes socias, tv aberta, com o intuito de incentivar o parto natural e esclarecer a população dos riscos de uma cesariana.