Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 12/12/2020

Na obra de Pablo Picasso, “Maternidade”, uma mãe segura seu bebê com amor e afeto, aproveitando seu momento. Porém, infelizmente essa não é a realidade brasileira, já que muitas mulheres precisam lidar com complicações impostas por um parto não natural. Portanto, os nascimentos não humanizados tendem a trazer sequelas, como a depressão, para a mãe e também não cumprem o direito da mulher de escolha de como parir.

A princípio, segundo o site Folha Vitória, o Brasil está com 80% acima da taxa de cesárias recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, OMS, ocasionando complicações para a mãe. Retratando a temática, o documentário da Netflix, “Renascimento do parto”, mostra como as mães lidam com a pressão psicológica de terem uma criança e se recuperarem após o nascimento. Essa situação piora quando há imposição cirúrgica, que ocorre com frequência para minimizar o trabalho médico. Deste modo, a ausência de humanização na sala de parto contribui negativamente para a relação da mulher com seu filho e podendo gerar depressão pós-parto.

Sob outra perspectiva, segundo a Constituição Brasileira de 1988, no artigo 6, a mulher tem direito ao parto normal, caso isso não aconteça é um tipo de violência contra a fêmea e seus direitos. Segundo a filósofa alemã, Hannah Arendt, “A violência tem se tornado um vício social, negado fora do âmbito físico”, ou seja, caso não ocorra agressão física à gestante, mesmo que seja não cumprida a lei, está tudo ok. Sendo assim, são necessárias medidas para que haja uma homeostase nos nascimentos do país.

Mediante os fatos abordados acima, os partos não humanizados fazem as mulheres sofrerem violência moral e terem seus direitos ocultos. A fim de mudar essa situação, o Ministério da Saúde em parceria com a OMS, deve criar um projeto dinâmico, alertando as mães sobre os benefícios do parto humanizado. Tendo objetivo criação de alas específicas nas maternidades para este tipo de nascimento, mais propostas humanizadas e obrigatoriedade de comprovar os casos de intervenção cirurgica. Resultando mais saúde mental nas mulheres paridas no Brasil.