Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 21/12/2020

O documentário “Parto Humanizado” retrata a importância e as vantagens desse tipo de experiência e o defende como alternativa para a redução da mortalidade dos recém-nascidos. A obra mostra fatos concretos que não são muito conhecidos pela população, além de ajudar na desconstrução do mito de que a cesária traria maiores benefícios. Ainda que a ciência já tenha comprovado as ideias retratadas na produção, muitas grávidas desconhecem a realidade e, por isso, optam pelo lado mais perigoso: a cesariana. Tal problemática persiste por raízes sociais e pode causar diversos resultados negativos para a mãe e para o bebê.

Em primeiro lugar, é importante destacar que as mulheres são muitas vezes desencorajadas a realizarem o parto normal. Isso ocorre porque muito se comenta sobre a dor e a imprevisibilidade dessa opção. Por outro lado, não é dito o suficiente sobre os riscos que podem ser ocasionados caso ela não seja seguida, como o nascimento prematuro. Nesse âmbito, segundo Émile Durheim, o indivíduo somente poderá agir quando compreender o contexto em que está inserido, suas origens e as condições de que dependem. Portanto, ao não ter conhecimento acerca da veracidade da situação quando se trata da forma como ocorrerá o nascimento, as pessoas não conseguem tomar decisões conscientes e se deixam ser influenciadas por terceiros.

Por conseguinte, apesar de várias gestantes, a princípio, optarem pelo parto normal, poucas são apoiadas. Dessa maneira, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, na rede particular brasileira, cerca de quatro quintos da geração de vidas ocorre de forma cirúrgica. Por conta disso, são ocasionados diversos perigos. Por exemplo, o aumento do risco de morte, assim como das chances de ocorrer uma prematuridade ou doenças respiratórias. Assim, constata-se que, apesar das dificuldades do jeito humanizado de dar à luz, essa seria a melhor alternativa para que o filho nascesse com saúde e a mãe ficasse bem.

Observa-se, portanto, que as razões de ordem social dificultam o conhecimento popular sobre os tipos de parto e, desse modo, geram riscos à vida daqueles envolvidos nesse processo. Destarte, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do governo, no papel do Ministério da Saúde, a realização de campanhas, por intermédio da mídia, a fim de que a vida seja preservada. Isso deve ser feito por meio da abordagem do assunto em filmes e propagandas, sendo que tais instrumentos midiáticos têm de ser utilizados para passar informações corretas às futuras mães e suas famílias. Com essas ações, será possível promover melhores experiências durante os nascimentos dos bebês, com segurança e normalidade.