Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 13/12/2020
Na Filosofia Antiga houve o surgimento da palavra ‘‘maiêutica’’ que expressava a arte da mulher de parir e dar luz ao conhecimento. Embora nessa época fosse valorizado ter um filho, atualmente no Brasil essa prática é continuamente negligenciada. Portanto, de modo a promover o parto humanizado, faz-se necessário observar a despreparação médica que há e também a falta de assistência presente entre as mulheres antes do parto.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social a fim de formar um sujeito holístico. Entretanto, com a crescente despreparação médica de obstetras, o parto humanizado é consequentemente mais precário. Por isso, um dos motivos para as grávidas não terem qualidade no parto é o fato de que há profissional que desmonstra descaso diante deles, em que se cria uma desconfiança entre médico e paciente. Os obstetras, em parte, fazem a duração do parto durar horas, demoram para aparecer na sala e também não oferecem suporte emocional caracterizando, dessa forma, uma violência obstétrica.
Ademais, a assistência pré-natal no Brasil é insuficiente e em determinados lugares é precário. Principalmente na saúde pública, as mulheres não têm atendimento e acompanhamento de qualidade, este caracterizado pela falta de médicos e infraestrutura de hospitais e unidades básicas de saúde. Este último, em soma, ainda há diversas áreas que não tem essas unidades para assistir às grávidas, ou seja, muitas delas não tem atendimento, revelando a carência que há em bairros pobres e sua crescente estagnação na saúde com as mulheres. Além disso, é importante destacar também que as grávidas que estão em situação de rua não tem acesso a nada, precarizando ainda mais a promoção de partos humanizados no Brasil.
Portanto, visando o respeito às mulheres, mudanças precisam ser feitas. O Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde e Secretarias da Saúde municipais devem promover casas de parto pela cidade com obstetras bem capacitados para que nesses lugares tenham profissionais que atendam as mulheres com atenção a fim de levar maior qualidade. Além disso, as prefeituras municipais devem realocar mais verbas para a atenção primária e básica objetivando uma assistência melhor e acessível a todas as grávidas. Dessa forma, o empoderamento da mulher para a tomada de decisões sobre o seu corpo e seus direitos será efetivada de forma correta.