Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 16/12/2020

Desde a Antiguidade as parteiras foram as primeiras auxiliadoras de gestantes no momento do parto e, como não existia estudos obstétricos, faziam o possível para que esse momento ocorresse de forma menos solitária e dolorosa. Entretanto, na sociedade contemporânea o avanço da medicina possibilitou o saber necessário para realização de tal atividade sem perigo de gerar danos. Todavia, é notável uma aversão ao parto humanizado no Brasil, que tem por desafios a falta de informação e a decadência na infraestrutura hospitalar.

Primeiramente, a ausência de conhecimento relacionado ao momento do nascimento é um fator que pode determinar o aumento nos casos de cesárias desnecessárias. Tal fato, é visível perante o medo irracional de problemas durante o parto humanizado, em conjunto com a falta de informação sobre ele. Com esse fito, foi criado nos anos 2000 o programa de assistência da gravidez, Pré-natal, tendo por fundamento o acompanhamento de gestantes em unidades básicas de saúde. Não obstante, essa rotina de consultas que tem por finalidade auxiliar as mulheres sobre a saúde na gestação é falha a partir do momento em que não se discute sobre a importância do parto humanizado para o bem-estar de mãe e filho.

Ademais, os problemas de infraestrutura em hospitais brasileiros dificultam o parto humanizado que tem por base o acolhimento da mulher e o conforto em ambientes não cirúrgicos que permitem a remoção da criança de forma acolhedora. Sendo assim, vale ressaltar o conceito de indivisibilidade, um dos princípios fundamentais da Constituição Federal. Segundo o seu entendimento, a universalidade e a efetividade de um direito, no caso o da saúde e vida, depende de outras garantias correlatas, a exemplo, hospitais públicos especializados em nascimento sem intervenção cirúrgica.

Portanto, evidencia-se a necessidade da criação de hospitais especializados em parto humanitário, pelo Ministério da Saúde em conjunto com governos estaduais e municipais. Por meio da construção de polos de referência em nascimento não cirúrgico, que trabalham com mulheres encaminhadas dos postos de saúde, tendo por base o nascimento de forma acolhedora, com uso de banheiras, salas especializadas, entre outras coisas. Tornando assim o Brasil um pais mais saudável e que garante os direitos das gestantes.