Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 14/12/2020

De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos os brasileiros. Entretanto, o parto humanizado como medida de saúde universal ainda não é uma realidade brasileira, e é importante combater os principais fatores que dificultam a prática no país.

Primeiramente, é notável o papel da desinformação no quesito inibir o parto humanizado no Brasil, pois, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 55% dos partos brasileiros na rede pública são feitos de maneira cirúrgica.  Ainda assim, a prática apresenta diversos malefícios em ocasiões onde não é necessária, arriscando possivelmente a vida da gestante e do recém nascido, isto é, de acordo com a Agência Nacional de Saúde.

Entretanto, as vítimas da falta de conhecimento são responsabilidade do estado, já que como defedendido por Friedrich Hegel, ele tem o dever de cuidar da população. Sendo assim, é importante combater os principais medos populacionais referentes à gestação humanizada no Brasil, que de acordo com pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz são: o medo de dores no parto e a preocupação quanto à segurança do procedimento, sendo eles os principais responsáveis para que apenas 15% das mulheres desejem um parto comum na primeira gestação.

Destarte, é necessário ação por parte do Governo Federal, que deve buscar promover um parto mais humanizado no Brasil através do Ministério da Saúde, destacando por meio de palestras e campanhas publicitárias país a importância e benefícios de uma gestação humana, assim como os malefícios de não se ter uma, garantindo de maneira mais ampla o direito à saúde garantido pela Constituição Federal.