Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 15/12/2020

O parto humanizado é um processo que busca adequar de gestante para gestante o ato de conceber uma criança, de maneira que respeite as necessidades do corpo da gestante e garanta a boa saúde do recém nascido. Entretanto, o parto humanizado está longe da realidade brasileira, afinal, a prática é envolvida por medos e tabus que precisam ser combatidos.

Inicialmete, é visível o papel do medo como meio de inibir o processo pelo país, de acordo com dados do Conselho Federal de Medicina, muitas pacientes optam pelo Parto por Cesária, por exemplo, por conta do medo das possíveis dores de meios mais naturais, mesmo que isso signifique ignorar as possíveis consequências de uma cessariana desnecessária. Porém, como dito pela ginecolista e professora universítaria Marleen Temmerman, um outro agente causador de um parto não humanizado é uma busca pela preservação da fisiologia vaginal, com a finalidade de se manter sexualmente atraente.

Todavia, faz-se necessário ressaltar que a falta de um parto humanizado, isto é, que se adequem às necessidades da gestante, podem apresentar consequências gravissímas. De acordo com levantamento da Universidade de Brasília, casos de intervenção cirúrgica sem necessidade clínica apresentam uma taxa seis vezes maior de fatalidade para as gestantes, além de sete vezes mais chances do desenvolvimento de doenças respiratórias por parte dos recém-nascidos.

Destarte, é imprescindível intervenção do Estado nessa questão de saúde pública. Sendo assim, é papel do Governo Federal, através do Ministério da Saúde, buscar combater ativamente os medos e tabus que assolam as gestantes quanto ao parto humanizado, por meio de palestras e campanhas de publicidade pelo SUS, trazendo informações e dados quanto a importância de adequações na gestação e garantindo assim uma adesão menor de práticas nocivas à saúde da mulher e da criança no Brasil.