Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 15/12/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o parto humanizado é um grande fator que contribui para a promoção da saúde, pois promovem a redução da mortalidade materna e neonatal, além da violência obstétrica. No entanto, esse parto encontra desafios no Brasil para o seu fomento, visto que ainda há uma considerável falta de informação à respeito do método, em conjunto com a forma “indolor’’ advinda da cesárea, o que impossibilita sua realização, como também limita os conhecimentos estimados pela OMS.
De início, no século XVI, as parteiras eram imprescindíveis ao parto, pois criavam um clima emocional favorável e confortável para as mulheres gestantes. Porém, ao longo do tempo, outras características foram incluídas, especialmente ao se tratar dos partos da realeza, no cenário europeu, surgindo então a presença do cirurgião, que permitiu a perda do protagonismo das parteiras. Na contemporaneidade, o parto humanizado se assemelha ao proposto às parteiras na antiguidade, contando com mais recursos e métodos eficazes, como o uso da água ou a posição ideal e a intensidade da luz, criando um ambiente ideal para a mãe, mas ainda em incógnito por uma grande parcela de mulheres brasileiras. Dessa forma, fica em evidência os desafios para a promoção do parto humanizado, decorrente principalmente da falta de informação.
Em seguida, de acordo com a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, é assegurado o direito a integridade física e moral de qualquer cidadão, incluindo a mulher no parto. Entretanto, esse direito é violado, especialmente em algumas cirugias cesáreas, que acabam degradando as condições físicas e principalmente emocionais da gestante, caracterizando a violência obstetrícia, como também é um desafio para promover o parto humanizado. Posto isso, algumas pessoas continuam com a ilusão de que o parto cesáreo é o impecável em todas as condições, atuando de forma “indolor”. Sendo assim, tal pressuposto não é totalmente verídico, sendo ele necessário apenas em algumas ocasiões, além de ser doloroso para algumas na recuperação, e detentores de menores benefícios para a mãe e a criança, comparado com os advindos do parto humanizado, como a rápida recuperação.
De acordo com o exposto, o Ministério da Saúde, em parceria com as Unidades Básicas de Saúde, devem ofertar nas unidades a instrução e o auxílio para a promoção do parto humanizado, oferecendo assistência para as gestantes que procuram ou desconhece o método. Ademais, o governo em conjunto com os hospitais locais, devem realizar a exposição dos benefícios do parto humanizado, em contraposição com o parto cesáreo, a fim de reduzir o número de cesáreas, e oferecer condições mais dignas para as mulheres. E assim, reduzir os desafios acerca do parto humanizado para as brasileiras.