Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Desde os primórdios da humanidade a mulher detêm a responsabilidade de gerar novos indivíduos uma vez que, biologicamente, ela possui um corpo capacitado para tal concepção. A partir disso, embora a ciência e a tecnologia tenham avançado ao ponto de promoverem um maior conforto durante o ato de dar à luz, como a cesariana, muitas gestantes têm considerado o parto humanizado por diversos fatores, como a rápida recuperação e, em alguns casos, a falta de recursos para realizar a cirurgia. Porém, há uma série de desafios que barram essa escolha, entre eles, a falta de estrutura hospitalar e a desinformação sobre o assunto.

Em primeiro lugar, é evidente que não são todos os hospitais do país que possuem ferramentas e condições para a realização de partos naturais e seguros. Partindo disso, sabe-se que o Brasil dispõe de Unidades de Atendimento públicas, que garantem à população atenção médica gratuita.Todavia, na realidade, há falta de leitos e de estrutura de qualidade, além da insuficiência profissionais da área. Desse modo, as gestante são tomadas pelo receio de optarem ou precisarem submeter-se à concepção naturalizada, devido aos desafios decorrente do despreparo da saúde do país.

Além do que foi supracitado, também existe a barreira do medo entre as gestante ocasionado pela desinformação. Segundo o epicurismo, base filosófica oriunda da Grácia Antiga, o ser humano tende a buscar o fim para os seus sofrimentos. Paralelo a isso, a falta de informações médicas sobre os métodos de dar à luz e os seus pontos positivos e negativos para a paciente, tem feito com que as futuras mães deixem de desfrutar de um rápida recuperação, além de evitar os nascimentos prematuros das crianças. Com isso, o desconhecimento sobre o assunto, juntamente com o medo da dor, impede a mulher de usfruir dos benefícios do parto humanizado.

Posto isso, é necessário buscar soluções para os desafios de promover o parto naturalizado e seguro no Brasil. Para isso, é necessário que o Estado invista mais na saúde, por meio do direcionamento de verbas aos postos de atendimento e aos hospitais, promovendo reforma estruturais, como aquisição de melhores equipamentos médicos e novos leitos, para que as gestantes não tenham medo de usufruir da saúde pública e possam desfrutar de partos seguros. Além disso, o Ministério da Saúde deve capicitar todos os médicos obstetras sobre o assunto, através de palestras científicas, abilitando esses profissionais à infromarem às pacientes acerca dos métodos de concepções naturalizadas, de maneira que elas sintam-se livres para tomarem suas escolhas sem a presença do medo.