Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 07/01/2021
De acordo com o Art.196 da CF de 88 ,a saúde é direito de todos e dever do estado,garantindo acesso universal e igualitário ás ações e serviços para sua promoção,proteção e recuperação.No entanto,o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o artigo afirma,uma vez que a valorização do parto humanizado apresenta desafios no Brasil,de forma a dificultar tal promoção.Nesse contexto,esse cenário antagônico é fruto tanto do esteriótipo criado em torno do parto cesário,quanto da baixa atuação governamental.
Em primeira análise,vê-se,a todo instante,que o mundo pós-moderno padronizou o parto cesário.Isso se deve ao fato que,muitas vezes o sistema de saúde ofertado no Brasil não dialoga sobre os benefícios e dificuldades de ambos os métodos ,oferecendo o poder de escolha á gestante,diante de um quadro gestacional sem intercorrências.Com isso,ao gestar ,a mulher poderá passar por um processo doloroso do ponto de vista físico e emocional ,devido a falta de autonomia,visto que tanto o humanizado quanto cesário apresentam particularidades que o diferem, como a recuperação pós-parto ,por exemplo,ao parir “normal” a mulher apresenta uma recuperação mais rápida,haja vista a ausência de intervenções cirurgicas.Em suma,a grávida deve ser acolhida diante de qualquer decisão que atenda somente o desejo de terceiros ,roubando-lhe os ânseios da maternidade.
Além disso, a ineficiência do governo brasileiro também pode ser apontado como promotor dos desafios.De acordo com a ideia de “Capital social”,criado pelo sociólogo Robert Putman,a participação cidadã é diretamente relacionada aos problemas sociais.Partindo desse pressuposto,percebe-se que a maternidade é pouco debatida por falta de representatividade,com isso o parto humanizado não entra em debates políticos afim de promover uma decisão justa e igualitária.Dessa forma,tudo isso retarda a resolução dos desafios ,já que ações governamentais são inexistente e arcaica.
Portanto,é imprescindível a mitigação dos desafios para promover o parto humanizado.Assim, o Ministério da Saúde-orgão governamental responsável pela grávida- deve criar,mediante verbas governamentais,clínicas públicas especializadas em maternidade.Isso pode ser feito por meio de profissionais da secretaria de saúde,em lugares com precário acesso à saúde ,de modo a utilizar a informação como meio democrático ,a fim de informar e torna acessível o parto humanizado.Com essa ação,sociedade brasileira poderá chegar perto das convicções platônicase ,além disso,alcançar o bem estar social.