Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 08/01/2021
No filme estadunidense “Golpe do Destino”, o médico Jack percebe o quão desumano pode ser o atendimeto hospitalar, devido a aquisição de uma doença que o transforma em paciente. Nesse viés, depois de curado, ele se torna um profissional com mais empatia pelo próximo. Porém, contrária à ficção é a realidade brasileira, em que há uma falta de percepção de como os pacientes podem ser desrespeitados, sobretudo, as mulheres em período de gestação, visto que há desafios para promover o parto humanizado no Brasil. Assim, os padrões sociais e a falta de açoes públicas estão dentre as dificuldades ligadas ao tema. Desse modo, é necessário que se promova o parto mais humano no país.
Iniciamente, destaca-se os padrões sociais como um desafio ao parto humanizado. Em concordância com o sociólogo Émile Durkheim, os fatos socias exercem força sobre o indivíduo e os levam a conformar-se às regras da sociedade em que vivem, por meio da coerção social. Igualmente, esse ideal se constitui como explicação ao impedimento desta modalidade. Nesse caso, o “parto padrão” seria aquele no qual o médico toma as decisões sozinho, enquanto a gestante apenas acata a elas, fato que é normalizado por ambos. Dessa maneira, a interferência da grávida no local, modo e momento de dar à luz pode ser incômodo tanto a ela, que pode se sentir envergonhada em realizar escolhas diferentes do habitual, quanto ao especialista. Dessarte, a autonomia de gestantes brasileiras é prejudicada.
Ademais, convém lembrar acerca da falta de políticas públicas como um problema à promoção do parto humanizado no Brasil. De acordo com o pensamento do sociólogo Auguste Comte, o progresso da sociedade só é alcançado quanto todos cumprem com o seu papel. Contudo, há carência de investimentos no sistema público de saúde por parte das autoridades governamentais para a melhoria das condições médicas à parturiente, o que ocasiona situações desrespeitosas que contrariam o parto humanizado. Nesse contexto, pode-se citar que nem todos os médicos são preparados para cuidar bem das gestantes, haja vista que, não raro, alguns as expõem à situações de violência obstetrícia. Dessa forma, a grávida não se sente confortável, além de ser prejudicada fisicamente e/ou psicologicamente.
Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve os desafios do parto humanizado no Brasil. Para tanto, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas, mediante as redes sociais, que promovam a modalidade de modo a extinguir padrões sociais, a fim de incentivar a gestante a expor suas vontades e conscientizar o médico a garantir o bem-estar da paciente. Além disso, o mesmo precisa investir nas unidades de saúde para a capacitação dos profissionais, com o fito de evitar a violência. Com tais ações, provavelmente, as parturientes serão mais respeitadas, tal como o médico passou a respeitar seus pacientes na obra cinematográfica citada.