Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 27/12/2020

Desde o século XX, o Brasil passou a ser um país completamente urbano em razão êxodo rural na década de 30. Com relação a isso, cada vez mais evidênciou-se fenômenos ligados à cidade e as mudanças no padrões de vida, como a alta taxa de natalidade. Sob essa perspectiva, na atualidade, torna-se imprescindível um debate crítico de análise sobre os desafios para promover o parto humanizado no país, levando em consideração tanto o aspecto estrutural, quanto o educacional.

É válido salientar, a princípio, que um dos maiores entraves à problemática em questão associado ao sistema público de saúde é o desmantelamento do mesmo. Isso porque, de acordo com o Ministério da Saúde, a maior parte dos atendimentos médicos realizados no país é executado medinte a utilização do Sistema Único de Saúde (SUS) . Nesse sentido, devido à alta demanda por atendimentos, sobretudo os partos, em relação a baixa quantidade de estruturas hospitalares de cunho popular, torna-se extremamente viável nesses ambientes uma ação médica rápida com a intenção de suprir a todos. Isso significa, que muitos servidores da área da saúde tabalham sobrecarregados e, por conseguinte, com rapidez, diminuindo a atenção aos pacientes, corroborando para manutenção da atual situação.

Ademais, deve-se destacar também a ausência de uma grade curricular nos cursos de medicina voltada para a empatia com o próximo como um gargalo. Isso em razão da necessidade dessa característica humana no meio hospitalar para o desenvolvimento do parto humanizado, pois é imprescindível dar atenção as gestantes, não agredí-las fisicamente ou psicológicamente, por exemplo, para tornar a experiência a mais agradável possível dentro dos limites clínicos. Sob essa perspectiva, segundo o médico oncologista Drauzio Varella, a principal característica de um médico deve ser empatia com seus pacientes, muito embora isso não seja ensinando nas universidades. Assim, não treinar um profissional da área da saúde para compreender um pouco melhor outros indivíduos não colabora com o fim do assunto retratado.

Portanto, a fim de amenizar a problemática em questão, medidas são necessárias. Para tanto, é dever do Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde e Educação, tomarem medidas conjuntas. Em primeiro momento deve-se ampliar a verba destinada ao SUS, com a inteção de investir em mais infraestrutura e contratação de profissionais da saúde a fim de diminuir as filas de atendimento, aliviando o sistema público. Soma-se a isso a adesão nas grades curriculares de ensino nos cursos da área de saúde, como enfermagem e medicina, de disciplinas voltadas para o atendimento humanizado, a fim instruir melhor os responsáveis pelos partos a serem mais empáticos com seus pacientes.