Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 28/12/2020
O Renascimento do Parto é um documentário que relata os dilemas enfrentados por mães brasileiras durante o parto, como a violência psicológica e a coação para a gestante optar por cesárea . Nesse viés, é notável que a humanização do parto é uma prática ínfima no país, haja vista a banalização da cesariana. Logo, é preciso medidas para atenuar esse cenário brutal e viabilizar um parto mais digno no contexto social.
Em primeira análise, deve-se pontuar que o método cirurgico é utilizado sistematicamente em partos no país, pois na maioria dos casos é mais ágil que o parto normal e, inclusive, pode ser praticado por conveniência para otimizar o tempo do obstetra. De acordo com o site G1, mais da metade das gestantes brasileiras são submetidas à cesariana, portanto, fica clara a banalização desse processo que inviabiliza o parto humanizado. Em suma, urgem políticas que sejam impostas para mitigar esse cenário retrógrado que viola o corpo feminino em prol da impaciência de muitos médicos.
Além disso, vale ressaltar que, conforme aborda o documentário citado, algumas mulheres desconhecem seu direito de parto digno e permitem, ingenuamente, que médicos agridam seu corpo sem necessidade como em casos de empurrões na barriga e coação para aceitar a cesárea, por exemplo. Sob essa ótica, análogo ao pensamento de Stuart Mill, sobre seu corpo e mente o indivíduo é soberano. Assim, é evidente que esse direito deve ser respeitado e informado à população feminina, a fim de propiciar que o parto humanizado seja uma opção viável para essas mulheres.
Em vitude disso, uma solução plausível para abrandar a desumanização no parto será a criação do projeto ‘‘Nascimento ideal’’ pelo Ministério da Saúde. Posto isso, com verbas federais, será subsidiada a implantação do curso anual ‘‘Humanização do parto’’ em todos os hospitais do país. Diante disso, serão debatidas questões sobre a importância do parto humanizado, no fito de sensibilizar os profissionais da saúde que vão paritcipar ativamente das discussões. Ainda, a mídia deve veicular informações sobre o direito do parto digno. Só assim, um novo panorama será possível.