Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Conforme menciona a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos brasileiros tem o direito à saúde. Porém, uma vez que existe a ausência de informações sobre o parto humanizado e as cirurgias cesarianas colocam a vida das mulheres no país em risco, ultrapassando o índice de recomendação da Organização Mundial da Sáude (OMS), sem que o Estado se pronuncie, há uma contradição em tal regulamento. Nesse sentido, estratégias precisam ser aplicadas para alterar essa situação que tem como causas o silenciamento midiático e a priorização dos interesses financeiros.

A princípio, a falta de debates sobre o parto natural que a humanidade deveria estar acostumada é uma das responsáveis ​​por esse complexo cenário. Nesse viés, de acordo com Foucault, alguns temas são silenciados para que a estrutura de poder seja mantida. Desse modo, é importante ressaltar que, a mídia tem como obrigação promover informações verídicas para que a população leiga obtenha conhecimento sobre suas ações. Entretanto, uma pesquisa do Ministério da Saúde em 2011 apontou que 53,7% das mulheres decidem ter parto cesariana, mas o aceitável pela OMS é de até 15%, ou seja, a escassez de dados midiáticos impede que as mulheres priorizem o parto normal influenciando-as a persistirem no abuso de intervenções técnicas da medicina.

Outro fator a ser mencionado é a questão financial pelas entidades que caracteriza-se como um proveniente dificultador. Sob esse ponto de vista, desde os adventos denominados revoluções industriais e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercados em detrimentois dos valoress humanos essenciais, como promover uma melhoria no último período gestacional da mulher. Logo, em analogia com o problema, percebe-se a irresponsabilidade das instituições em anterferir somente o lucro a respeito de duas vidas quando não há uma necessidade de infligir no processo fisiológico do nascimento, persuadindo assim, as mulheres a se sujeitarem a uma cirurgia que colocará a vida da mãe e do feto em risco apenas pelas rendas.

Portanto, medidas devem ser efetivadas para mitigar os fins dessa problemática. Assim, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura (MEC), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), criar, por meio de verbas governamentais, campanhas nacionais que terão o intuito de educar todo o corpo social sobre o supérfluo parto cesariano. Além disso, a campanha terá como objetivo deixar as mulheres mais tranquilas, bem como mais informadas sobre as consêquencias corporais e até mesmo psicológicas do parto mecanizado. Espera-se que, com isso, a Constituição Federal se torne medidas práticas cuidando da vida de todas as futuras mães e dando oportunidade para que todas vivenciem um momento tão importante e essencial em suas vidas, mas de uma forma saudável.