Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Desafios da humanização do parto

O parto humanizado é aquele em que a mãe pode escolher o tipo do procedimento a ser feito, sendo ele cesárea ou parto normal, bem como condições de luminosidade e posição. Embora pareça uma simples escolha, tal fato envolve riscos para a progenitora e seu filho. Dessa forma, há desafios para promover o parto humanizado para ambos os envolvidos e esses precisam ser analisados, de forma que ações sejam tomadas, visando uma maior humanização.

Em primeiro plano, é imperativo pontuar que uma das prerrogativas legais da Constituição Federal de 1988, que garante o direito à vida e à saúde da criança pode não ser reverberada com ênfase na prática, pois, sobretudo no parto cesareana, inúmeros são os casos de problemas respiratórios para a criança e de óbitos, sendo, portanto, um desafio. Além disso, há os casos de mortes maternas e, ambos os casos, diante de uma sociedade humana e cientificamente desenvolvida são inconcebíveis e evitáveis, diante da possibilidade de escolha.

Além disso, a falta de informação e divulgação de estatísticas e dados é um dos principais fatores para que as mulheres escolham pelo parto cesareana. Por ser um assunto um pouco atípico, as mídias não divulgam, nem estimulam o debate sobre os riscos inerentes. Assim, é papel do médico divulgar informações para as pacientes, sobretudo alertar que a cirurgia só deve ser feita em casos que há riscos para a mãe e o bebê. Entretanto, muitos não divulgam e isso é um sério desafio a ser vencido para conter o número de mortes maternas, que chega a ser três vezes maior em partos cirúrgicos.

Portanto, infere-se que o parto cirúrgico traz inúmeras consequências para a mãe o filho e vencer a falta de informação é de fundamental importância para conter os problemas decorrentes do parto humanizado. Assim, urge que a Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, por meio de Congressos, estimule o incentivo à divulgação de estatísticas dos médicos para suas pacientes, de forma a sensibilizá-las, conscientizar e tornar mais amável e afetivo o parto a ser realizado, para que só assim a humanização esteja presente e os desafios sejam vencidos. Urge, também, que o Ministério da Saúde difunda campanhas midiáticas sobre o processo de escolha do tipo de parto e seus riscos, em televisões e redes sociais, de forma a apurar a sensibilidade de cada uma das futuras mães e tornar cada vez mais público e acessível um conteúdo de suma importância. Dessa forma, o procedimento pode ser feito da forma mais razoável possível.