Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Apesar de a Organização Mundial da Saúde recomendar a realização de partos cirúrgicos apenas perante condições específicas, pesquisas de 2014 do Ministério da Saúde apontam que essa não é a realidade brasileira. Dessa forma, a promoção do parto humanizado no país representa um grande desafio, não só pela ignorância mas também pela falta de empatia.
Em primeira análise, é importante destacar a influência da desinformação acerca do tema. Conforme Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, as pessoas fundamentam os limites de sua visão do mundo a partir da amplitude de seus conhecimentos. Logo, se as gestantes não são expostas à informações sérias sobre o assunto durante a gravidez, perpetua-se um cenário de ignorância que contribui para a preferência por partos cirúrgicos. Assim, há uma desvalorização da importância e dos benefícios do parto normal, o que dificulta a resolução da problemática.
Além disso, a ausência de empatia agrava a situação. Segundo Mozi, pensador chinês, a empatia é funtamental para os melhoramentos sociais. Nesse sentido, é substancial salientar a imensurável relevância do exercício da empatia por parte das autoridades médicas durante os partos, que devem ser encarados com humanidade e respeito aos limites e preferências das mães.
É evitente, portanto, que tais entraves devem ser solucionados. Para isso, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Comunicações, fomente campanhas publicitárias a fim de conscientizar médicos e gestantes em relação ao assunto, por meio da divulgação de informações pertinentes da OMS e depoimentos de mães. Essa publicidade deve ser promovida em redes sociais, Unidades Básicas de Saúde e demais órgãos oficiais de comunicação do governo. Com isso, o Brasil se tornará uma nação mais empática.