Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 15/01/2021
O primeiro filme da trilogia documentária brasileira “O Renascimento do Parto”, disponínel na plataforma de straming Netflix, focaliza a necessidade de promover o parto humanizado no Brasil, que priorize acima de tudo o livre arbitrio da mulher, sua saúde e a do bebê. Para que isto ocorra há de se vencer dois grandes desafios: desconstruir a pespectiva do parto como negócio e rever a metodologia utilizada tanto no processo em si, quanto no controle da dor. Tendo como objetivo diminuir os riscos de vida, tempo em unidades itensivas de tratamento, possíveis complicações fisiológicas e a preservação psicológica da paciente.
A priori, é válido pontuar que o Brasil é o único país que efetua mais de 50% dos nascimentos por meio de cesarianas, de acordo com a OMS( Organização Mundial da Saúde) que estipulou o limite ideal para esta prática em torno de 15%. Isto ocorre porque o ato de parir no Brasil é visto como uma forma de lucrar, e para tal, é necessário fazer o maior número de procedimentos no menor périodo de tempo, sendo a cesária uma intervenção cirúrgica rápida, para o qual as seguradoras pagam o mesmo que ao parto natural. Entretanto, este método é extremamente invasivo, recomendado apenas em casos onde técnicas externas de cuidado não são eficazes, aumenta o risco de morte da mãe em três vezes e cento e vinte vezes a chance de problemas respirátorios nos recém-nascidos, o que levou o médico obtetra Michel Odent a afirmar “Pra mudar o mundo primeiro é preciso muda a forma de nascer”.
Ademais, práticas simples, há muito conheciadas e com comprovação ciêntifica, de tratamento da dor e facilitação do parto são menosprezadas, tais quais: o uso da água morna para diminuir contrações, exercícios para aumenatar a dilatação e parir em pé ou agachada, pois a grávidade facilita o processo. Isto ocorre por uma conveniência, que tem como objetivo primordial facilitar o trabalho do médico em detrimento do bem estar da grávida, motivo pelo qual também efetuam-se medidas que só pioram o sofrimento dessa, como por exemplo injetar corriqueiramente o hormónio ocitocina em mulheres em trabalho de parto para aumentar a dilatação com rápidez e consequentemente as doloridas contrações. Assim como minunciosamente detalhado no livro “Parto sem dor” do doutor Pierre Velay.
Em suma, tendo como objetvo promover o parto humanizado, cabe as cidadãs, concientes daos seus direitos, organizar-se através das redes sociais e formular um projeto de lei que assegure o direto a outonomia da mulher nas decissões do processo de parição, sua higidez e de sua cria- com assinatura de ao menos 1% do eleitorado brasileiro, como dita a constituição- a ser enviado inicialmente a câmera dos Deputados. Destarte, os citadinos do sexo feminino que decidirem dar a luz terão a tranquilidade de poder recorrer se alvos de violência ou negligência obstetricia.