Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Os desafios para promover o parto humanizado no Brasil é um problema que impede a realização das escolhas pela gestante no parto. Isto ocorre por dois fatores: o alto indíce de cesarianas e a violência obstétrica durante o trabalho de parto.

Em primeiro lugar, o Brasil é recorde quando se trata de cesárea. Segundo o Ministério da Saúde o número de nascimentos por partos normais é de quarenta e seis porcento, enquanto as cesarianas registram cinquenta e cinco porcento. No entanto, é questionável se todas essas cirurgias foram realmente necessárias, pois esse procedimento quando realizado sem indicação adequada, pode ocasionar riscos para a mãe e o bebê. Como aponta a Organização Mundial da Saúde por exemplo, o parto prematuro aumenta a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe, tornando essa situação calaminosa.

Além disso, mesmo a gestante obtenha informações e escolha o parto normal, se certificando ser o mais seguro, ela poderá encontrar desafios durante o trabalho de parto hospitalar, por conta de uma série de intervenções chamadas violências obstétricas. Isto é retratado no documentário “O Renascimento do Parto”, onde é evidenciado o que prejudica a realização do parto humanizado, como corte de episiotomia sem a sinalização da grávida e recomendação de cesáreas eletivas. De tal modo, isto ressalta a importância de respeitar as escolhas da gestante durante o processo do parto, como a posição, uso da água ou a presença do acompanhante.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve criar um plano de parto. Por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, contendo que o plano de parto realizado pela grávida deverá ser seguido pela assistência médica, se não houver algo emergencial. Espera-se com essa medida frear os desafios para promover o parto humanizado no Brasil.