Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 01/04/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, a saúde é um direito fundamental do indivíduo. Nesse contexto, a saúde e segurança da mulher no momento do parto é de extrema importância, pois além de auxiliar no estado de tensão e euforia da grávida, visto que é um momento especial, também pode influenciar na qualidade do parto e bem-estar do bebê após nascer. Em contrapartida, os desafios para promover o parto humanizado no Brasil merece amplo debate, haja vista que a parição cesariana apresenta maiores riscos do que o parto normal e acontecem grandes complicações que podem ocasionar morte de muitas mulheres. Dessa forma, há primordialidade latente de traçar estratégias para conter o impasse.
Em primeiro análise, é fulcral ressaltar os diversos danos que a cesária pode causar. Segundo o experiente médico Drauzio Varela, os mitos que existem em torno do assunto como a dor no parto, são um dos obstáculos para a escolha do parto normal. No entanto, o procedimento cesariano é considerado de maior risco, uma vez que aborda uma cirurgia de médio porte, podendo ocasionar infecções e perda de sangue. Sendo assim, percebe-se a grande necessidade de conscientizar as mulheres que seguem tal metodologia, pois é capaz de promover várias enfermidades.
Outrossim, é valido destacar o elevado índice de mortalidade materna relacionado ao parto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada cinco mil partos cesarianos uma mulher morre. Nesse viés, seguindo o dado apresentado, é indispensável esclarecer que o parto humanizado além de ser o mais sucedido e com maior recomendação médica, possui alto grau securitário para a gestante quanto para o recém-nascido. Destarte, a falta de educação básica voltada para o assunto influencia diretamente na decisão final da mãe, uma vez que a escassez de informação expressa um preconceito sobre o parto normal. Portanto, condutas interventivas precisam ser legitimadas a fim de atenuar o óbice.
Diante do exposto, é imprescindível a adoção de novas medidas para resolver o impasse. Logo, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas com informações sobre o parto humanizado, além de alertar dos problemas que complicam a gravidez, por meio das mídias sociais impulsionado o tema na internet, com o intuito de melhorar o cenário dos desafios do parto humanizado no Brasil. Afinal torna-se insustentável uma sociedade que adota medidas paliativas em vez de prevenir e curar seus males.