Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 31/03/2021

De acordo com Peter Singer, é preciso adotar uma série de princípios éticos para se tratar da vida humana e animal. No entanto, na sociedade atual, esses princípios acabam por não serem adotados, já que o parto humanizado é bastante negligenciado pelos habitantes brasileiros. Esse cenário ocorre não só pelo pensamento capitalista dos médicos, mas também pela falta informação. Logo faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com objetivo de mitigar essa problemática.

Em primeira análise, vale destacar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 55% dos partos realizados no Brasil são cesarianas. Além disso, é importante enfatizar que os agentes da saúde possuem um lucro em cima de cada parto, sendo a cesárea a maior fonte de lucro. A partir disso, verifica-se que a escolha da forma de parto que será realizado, não vem mais majoritariamente da mulher, mas vem da grande da influência dos médicos, que desencorajam as gestantes a optarem por partos mais humanizados, para que façam o parto hospitalar, tudo isso com a intenção de lucro. Dessa maneira, o espirito capitalista evidenciado pelos médicos não é condizente com o melhor cenário, dado que influencia as gestantes a não optaram por opções de parto mais humanizados.

Outrossim, vale ressaltar que a maioria das pessoas acredita que o parto hospitalar é mais seguro e traz muitas vantagens, o que faz com que sejam mais atrativos para as mulheres. Entretanto, isso não está correto, posto que, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o parto hospitalar aumenta duas vezes o risco de morte neonatal e três vezes a chance de complicações como convulsões e danos neurológicos neonatais. Já o parto humanizado, por outro lado, garante um ambiente mais calmo e harmonioso para o nascimento da criança, o que reduz o nível de estresse e ansiedade, além de que o risco de depressão pós parto se torna menor e a recuperação é mais rápida. Dessa forma, a pouca informação que a população possui, representa um impedimento para a disseminação do parto humanizado.

Depreende-se, portanto, que são necessárias mudanças para que haja uma redução desse revés. Para isso, é mister que o Ministério da saúde juntamente com os Hospitais, por meio de uma reorganização econômica, atribui o valor correto aos procedimentos de parto, com intuito de diminuir a motivação que

leva os médicos influenciam as gestantes a não fazerem o parto humanizado. Ademais, também se faz imprescindível que o Ministério da saúde em parceria com Mídia, por intermedio de campanhas publicitarias em postos de saúde e hospitais, promova campanhas em relação aos procedimentos de parto que podem ser realizados, seus riscos e suas imposições, com o objetivo de fazer com que as mulheres percebam os benefícios de um parto humanitário e as consequências do parto hospitalar.