Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 01/04/2021

Em segunda análise, o mundo contemporâneo está com as relações sociais fragilizadas. Na área da saúde, há uma falta de humanização na relação médico-paciente. Dessa maneira, o paciente raramente é atendido de forma acolhedora e individual, pois, o médico não procura conhecer a individualidade que a mulher busca e necessita. Sob o mesmo ponto de vista, o sociólogo Zygmunt Bauman aborda, no livro “Tempos Líquidos”, como as relações sociais estão rasas e sem integração entre os indivíduos na fase atual que nomeia de Modernidade Líquida, uma vez que tudo se desfaz com facilidade. Por fim, frequentemente a falta de humanização na medicina tem provocado graves problemas às grávidas no Brasil, não realizando os procedimentos do jeito que a mulher deseja. Tendo em vista as problemáticas debatidas, medidas são necessárias para mitigar esses impasses.

Portanto, o Conselho Regional de Medicina de cada estado brasileiro deve monitorar, de forma mais rígida, se os médicos obstetras estão cumprindo os valores éticos impostos, dentre eles um bom atendimento sem nenhum tipo de violência (física, simbólica, mental). A princípio, o CRM deve fazer esse monitoramento por meio de fiscais indo a todos os pontos de atendimento obstétrico do estado diariamente, e posteriormente, com uma frequência menor. Assim, o país conseguiria manter uma constância na diminuição dos casos de violência contra as gestantes e[5] assim, a humanização nos atendimentos aumentariam de volta.