Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 01/04/2021

De acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), 55% dos partos realizados no Brasil são cesarianas. A partir disso , segundo a mesma fonte a taxa ideal de cesáreas deveria ficar entre 10% e 15%, o que nos leva a concluir que a maior parte das gestantes brasileiras optam por realizar o parto cesariana sem necessidade, levando em consideração as imposições a respeito desse tipo de parto e seus riscos a saúde do bebê e a gestante quando realizado desnecessariamente. Dessa forma, isso ocorre principalmente devido a desinformação em relação as alternativas de parto e seus critérios e ao desânimo acerca do parto normal.

Por conseguinte, é de conhecimento comum que a não tão pouco tempo atrás as mulheres costumavam ter muitos filhos, sem processos anestésicos ou cirúrgicos. Acerca disso, ao compararmos nossa realidade obstétrica atual em referência a essa situação percebemos que existem diversas opções de amenização das dores do parto e também novas possibilidades de parição. Porém, é de se ressaltar a importância na escolha de qual procedimento, ou o não uso de um, será utilizado.

Por continuidade, segundo uma matéria do site “BBC News Brasil” com referência aos riscos, mitos e benefícios do parto normal e da cesárea, a reportagem afirma que o parto normal traz benefícios para o bebê e a mãe e que durante o parto, a mãe produz os hormônios oxitocina, que estudos indicam ser capaz de proteger o recém-nascido de danos no cérebro e ajudar no amadurecimento cerebral e a prolactina, que favorece a amamentação. Ademais, na mesma matéria o vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Segorj) Renato Sá diz “o parto normal é um processo fisiológico normal. Não há por que transformar isso num procedimento cirúrgico sem necessidade”.  Desse modo, podemos inferir que os riscos de um parto normal são mínimos e que intervenções cirúrgicas, como a cesárea, devem ser feitas somente em casos extremos.

Portanto, são necessárias medidas que atenuem a situação. Logo, o Ministério da Saúde (MS) deve promover campanhas em relação aos procedimentos de parto que podem ser realizados, seus riscos e suas imposições e benefícios por meio da mídia tecnológica e da propagação dessas informações em postos de saúde e hospitais, para que assim as gestantes analisem e percebam os benefícios de um parto parto humanitário e estejam cientes das consequências e das situações onde pode ser necessário realizar um parto cesariana. Assim, o percentual de partos com processos cirúrgicos irá diminuir e consequentemente teremos crianças mais saudáveis e partos seguros as mães e aos seus filhos.