Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 01/04/2021
O movimento feminista no Brasil está cada vez mais abrangente, uma vez que ele propõe não só a igualdade entre homens e mulheres, mas também busca defender as questões femininas. O direito a escolha da maneira em que será realizado o parto é um dos temas bastante discutidos pelos integrantes do movimento, mas que tem encontrado barreiras por parte do sistema público de saúde e dos próprios médicos.
Dessa forma, em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, há prevalência dos partos normais (realizados sem intervenção cirúrgica) em relação às cesárias (realizado por meio cirúrgico). Porém, no Brasil, as cesárias é o método em maioria entre os partos que ocorrem no país. Um dos motivos para a grande realização deste tipo de parto é, principalmente em hospitais públicos, a falta de estrutura dos hospitais para realização dos partos humanitários.
Além disso, outro fator agravador é em relação a má instrução de alguns profissionais da saúde, que estimulam grávidas a optarem por cesárias, pois, por ter dia e hora marcada é vista como um meio mais cômodo para os médicos. Porém, nestes casos é desconsiderado não só o direito de escolha da mulher, mas também o processo natural do corpo feminino, salvo a intervenção cirúrgica por fatores complicadores na gestação, ou no próprio momento do parto.
Em virtude dos fatos apresentados verifica-se que é necessário a disseminação de informações autênticas referente à gravidez, que podem ser dadas no pré-natal e por meio do governo em campanhas para conscientizar as futuras mães sobre a melhor escolha na hora do parto. Outra ação a ser tomada é aumentar o investimento nos hospitais e aumentar o salário dos médicos visando um aumento em relação ao número de partos mais humanizados.