Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 31/03/2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), 55% dos partos realizados no Brasil são cesarianas. A partir disso , segundo a mesma fonte a taxa ideal de cesáreas deveria ficar entre 10% e 15%, o que nos leva a concluir que a maior parte das gestantes brasileiras optam por realizar o parto cesariana sem necessidade, levando em consideração as imposições a respeito desse tipo de parto e seus riscos a saúde do bebê e a gestante quando realizado desnecessariamente. Dessa forma, isso ocorre principalmente devido a desinformação em relação as alternativas de parto e seus critérios e ao desânimo acerca do parto normal.
Por conseguinte, é de conhecimento comum que a não tão pouco tempo atrás as mulheres costumavam ter muitos filhos, sem processos anestésicos ou cirúrgicos. Acerca disso, ao compararmos nossa realidade obstétrica atual em referência a essa situação percebemos que existem diversas opções de amenização das dores do parto e também novas possibilidades de parição. Porém, é de se ressaltar a importância na escolha de qual procedimento, ou o não uso de um, será utilizado. Dessa maneira, segundo uma matéria do site jornalístico “Terra”, sobre a cesariana e seus riscos e vantagens, são citadas algumas ocasiões onde é necessário fazer uso desse procedimento, como quando a frequência cardíaca do bebê está anormal ou o parto não está progredindo como o esperado, assim se faz necessário a análise de informações como essas e as consequências que um método de parto desnecessário pode acatar na saúde do bebê e da mãe como infecções no útero e o desenvolvimento de endometriose.
Por continuidade, segundo uma matéria do site “BBC News Brasil” com referência aos riscos, mitos e benefícios do parto normal e da cesárea, a reportagem afirma que o parto normal traz benefícios para o bebê e a mãe e que durante o parto, a mãe produz os hormônios oxitocina, que estudos indicam ser capaz de proteger o recém-nascido de danos no cérebro e ajudar no amadurecimento cerebral e a prolactina, que favorece a amamentação. Ademais, na mesma matéria o vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Segorj) Renato Sá diz “o parto normal é um processo fisiológico normal. Não há por que transformar isso num procedimento cirúrgico sem necessidade”. Desse modo, podemos inferir que os riscos de um parto normal são mínimos e que intervenções cirúrgicas, como a cesárea, devem ser feitas somente em casos extremos.
Portanto, são necessárias medidas que atenuem a situação. Logo, o Ministério da Saúde (MS) deve promover campanhas em relação aos procedimentos de parto que podem ser realizados, seus riscos e suas imposições e benefícios por meio da mídia tecnológica e da propagação dessas informações em