Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 01/04/2021

O conceito de parto humanizado surgiu ao final da década de 1980, como uma resposta à violência obstétrica sofrida pelas mulheres no auge da onda das cesarianas eletivas. Naquela época, a cesárea era conhecida como ‘‘parto industrializado’’ e nele, a mulher tem o direito de escolher o dia e a hora do nascimento do bebê. O retorno do parto humanizado vem ganhando força, estimando que sejam realizadas 40 mil partos domiciliares por ano. 70% das brasileiras desejam um parto normal no início da gravidez, mas com o tempo são desencorajadas. O medo da dor do parto normal e a imprevisibilidade do processo são os dois principais fatores que levam as mulheres a optarem pela cesareana. Humanizar no trabalho médico, também significa respeitar a individualidade de cada paciente.

A Rede Cegonha é um projeto do Ministério da Saúde estendido aos estados e municípios do país, que busca promover a conscientização do atendimento humanizado. Ele tem como pricipal objetivo garantir o acesso de qualidade e atenção ao parto e nascimento com início pré-natal.

A mulher tem como direito decidir a forma como vai parir e muitas delas relatam que não tiveram boas experiências no parto hospitalar, principalmente na primeira gravidez. O Brasil é o país campeão em cesáreas, mesmo quando não há necessidade de recorrê-la. Em situações ainda mais graves, a mulher é submetida a esse tipo de parto sem, ao menos, ter optado por isso.

Assim, os partos humanizados têm sido cada vez mais requeridos e reinvindicados e, consistem em um processo no qual o respeito dos processos fisiológicos e emocionais da gestante e de seu bebê são objetivados. Desta forma, em detrimento da cesárea, o parto normal é adotado, e na posição que a mulher preferir.