Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 01/04/2021

Antigamente, a maioria das mulheres tinham seus filhos por meio do parto natural. No entanto, ao longo do tempo a função das parteiras, mulheres que auxiliavam no parto, foram ofuscadas pelos médicos cirurgiões e o parto normal foi se tornando cada vez mais raro. Embora, atualmente a humanização do parto vem ganhando força mesmo com todos os impasses gerados pela preferência da cesariana, que é dita por muitos como mais segura, entretanto traz mais ricos para a gestante e o bebê.

No brasil, segundo o Ministério da Saúde cerca de 40% dos partos feitos na rede pública são cirúrgicos e na rede privada são 84% dos nascimentos. Evidenciando, que a cesariana é utilizada no brasil de maneira desnecessária na maioria dos casos e que muitas das mulheres são desencorajadas devido a falta de informações sobre o parto normal. A Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que esse processo cirúrgico deve ser usado somente em situações de emergências e que a porcentagem adequada gira em cerca de 15% dos partos realizados, ou seja, uma cesariana praticada sem necessidade pode trazer riscos á saúde da gestante e do bebê, aumenta as chances de complicações e morte da mãe, em outras palavras, a cada 10 mil cesarianas 7 mulheres morrem. Inclusive, toda cirurgia é invasiva e a cesárea não é diferente e sua recuperação é lenta e dolorida.

Dessa maneira, a humanização do parto não deve ser interpretada sendo como o ato de parir de maneira natural, mas como um momento especial e que a mulher terá total autonomia durante o ato. No qual, ela que escolhe como ela quer que isso aconteça, o local, a posição, quem estará em seu lado e como quer que o ambiente fique. Além disso, o parto natural diminui e contribui para a diminuição da mortalidade infantil, neonatal, da violência obstétrica e a recuperação é mais rápida e tranquila.

Logo, é necessário que Ministério da Saúde crie campanhas de incentivo ao parto normal que deve ser propagado por meio das mídias sociais, nas maternidades e hospitais mostrando os benefícios e vantagens para as futuras mães e seus filhos, sancionar uma lei em que obriga que a cesárea seja usada somente em caso de emergência e para mais portadoras de DSTs ou adolescentes. Desse modo, as melhoras serão visíveis de todo os ângulos e o bem-estar das mulheres e dos bebês será garantido.