Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 02/04/2021

“Para mudar o mundo precisamos mudar a forma de nascer.” Com esta clássica frase do médico francês Michel Oden, podemos perceber em como o parto é uma parte essencial do desenvolvimento humano. O número de partos cesarianas no Brasil supera o parto normal, além de o Brasil ser um dos campeões de cesarianas mundialmente. Logo, o debate a respeito dos desafios para promover o parto humanizado no Brasil faz-se necessário, uma vez que este afeta a sociedade de modo geral.

Sob esse viés, é indicado resgatar os valores atribuídos ao parto humanizado pois, mais da metade das brasileiras (70%), deseja um parto normal no início da gravidez, mas com o tempo são desencorajadas.  Dessa forma, pode-se compreender desse contexto que a grande falta de informação enviada para mulheres grávidas, resulta em graves consequências, porque isso influencia o uso de parto cesariana para partos onde não se faz necessário a cesariana.

A cesariana, dessa maneira, além de agravar o parto prematuro, aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe.  Segundo especialistas, não apenas o bebê mas também a mãe, ambos correm grave risco de vida. Hoje, a opção por este tipo de parto se dá por ser mais conveniente para os médicos, que podem se programar para a cirurgia. Da mesma forma, um mesmo médico pode realizar várias cesarianas em um mesmo dia, o que as torna mais lucrativas que o parto normal.

Portanto, diversos são os problemas e consequências da não propagação do parto humanizado no Brasil. Por isso, o empenho do Brasil para diminuir o número deste tipo de cirurgia deve ser mais significativa e permanentemente aperfeiçoada. Cabe ao Estado realizar ações de divulgação das consequências  da cesariana e seus riscos, a partir de campanhas publicitárias. Cabe ainda a este, promover ajuda para mães que não possuem acesso a informações sobre o parto humanizado. Além disso, é necessário mais rigidez dos hospitais no momento de marcar as cirurgias, optanto em direcionar as mães para um parto normal. Por fim, cabe a sociedade civil sensibilizar-se com as publicidades. Somente assim será possível alcançar uma qualidade de vida maior e um desenvolvimento saudável e duradouro.