Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 02/04/2021
O parto humanizado é um procedimento onde as mulheres tem mais liberdade do que acontecerá com elas e seu filho, assim escolhendo como vai ser, por exemplo se elas vão querer muita ou pouca intervenção médica. No filme minha mãe é uma peça 3 a personagem Marcelina está grávida e realiza uma ultrassonografia. Durante o exame, Marcelina questiona a médica sobre a possibilidade de fazer um parto ecológico e a Dona Hermínia reage mal com escolha da filha. Com isso, é pespectível que no Brasil algumas mulheres querem fazer esse tipo de parto, mas outras ainda têm receio de faze-lo. Assim como, certas mulheres têm medo de ter uma violência obstétrica durante o parto.
Há muitas mães que têm medo do parto ecológico e da sua dor e acham mais seguro fazer uma cirurgia cesariana. Apesar de que a cesariana traz riscos tanto para mãe quanto ao recém nascido. Dos partos anuais, 55% são cirúrgicos e aproximadamente 40% dos brasileiros que vêm ao mundo na rede pública nascem dessa forma. Já na rede privada, os números são ainda mais alarmantes, sendo 84%, de acordo com dados do Ministério da Saúde (2014). Ao passo que poucas escolhem o parto normal ou ecológico, mesmo quando a cada 10 mil partos normais morrem duas mulheres e cada 10 mil cesarianas morrem sete, conforme os dados do SUS. Em suma, as brasileiras são desincorajadas desde o início de sua gestão, começando a temer a dor do parto e por ser imprevisível.
Da mesma forma que muitas mães têm medo da violência obstétrica, que se baseia nos maus tratos, abuso e o desrespeito que podem ocorrer durante o trabalho de parto. Que podem ser o assédio moral ou físico, cortes e procedimento invasivos realizados sem autorização da mulher e outros tipos de violência. Segundo Largura (1998), humanizar o parto é respeitar e criar condições para que todas as dimensões do ser humano sejam atendidas: espiritual, psicológica, biológica e social. De acordo com a pesquisa Nascer no Brasil, 73% da mulheres que participaram da pesquisa não tiveram acesso a procedimentos não medicamentosos para o alívio da dor. Desse modo, vemos que com o parto humanizado as mulherem têm mais respeito, amor, liberdade, segurança e cuidado.
Portanto, para tentar promover o parto humanizado e fazer com que muitas mães fiquem conscientes, por meio de propagandas publicitárias e consuntas de pré-natal, que devem incetivar e estimular esse parto mais seguro. Que deve ser feito pelo ministério da saúde, ongs como a rehuna “Rede pela humanização do Parto e Nascimento” e empresas como a Doula Brasil, que é uma empresa que tem como objetivo oferecer acolhimento e atendimento no cenário de humanização do parto e nascimento. Juntamente com as médicas obstétras, que devem dar suporte e informações a essas mulheres. A fim de que tenham menos mortes, tanto de mães quanto de bebês e com mais segurança e mais proteção.