Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 31/03/2021

No Brasil, mais da metade dos partos realizados são por meio da cesariana. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o índice considerado aceitável para esse tipo de procedimento é de até 15% dos partos. Infelizemente, durante a gravidez, muitas mulheres não optam por realizar o parto natural por falta de informação. O parto natural cria um ambiente de interação único entre mãe e filho, além de ser mais seguro. A cesariana, sem indicação médica, aumenta em 120 vezes o risco da criança desenvolver doenças respiratórias, e triplica o risco de morte da mãe. No parto normal ocorrem duas mortes de mulheres a cada 10000 nascimentos. No contexto da cesariana é diferente, com cerca de sete mortes a cada 10000 nascimentos.

Infelizmente, no Brasil, há tabus e preceitos que devem ser quebrados. Muitas mulheres optam por fazer cesária sem mesmo saber dos riscos que elas vão enfrentar, ou se realmente há a necessidade de fazer essa cirurgia. Além disso, é um procedimento mais caro e, quando realizada sem necessidade, indica um desperdício de dinheiro.

Um parto humanizado promove o bem-estar da criança e da mulher. Além do bem-estar, questões culturais, mentais e de apego agregam na interação entre mãe e filho. Desse modo, o parto natural é a solução mais saudável e segura para os envolvidos. Essa prática deve ser incentivada pelo médico e discutida ainda no momento do pré-natal.

Sendo assim, é dever do Ministério da Saúde criar campanhas concientizando e esclarecendo dúvidas sobre os diferentes tipos de procedimentos que envolvem o nascimento de uma criança. Essa ação tem a finalidade de informar as gestantes sobre qual decisão é a mais apropriada e segura para o momento do parto, evidenciando as vantagens e desvantagens de cada processo. Quanto mais informação é disponiblizada, mais esclarecida e humana a decisão do parto será.