Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 11/04/2021
Com o avanço do movimento Iluminista, em meados do século XVIII, a visão da concepção e da procriação foi modificada pela lógica e pela razão, uma vez que os desejos das mulheres grávidas passaram a ser negligenciados e a ação de parir tornou-se algo mecânico. Dessa forma, é nítido que a desumanização do parto continua presente hodiernamente, já que pautas como a violência obstétrica e o parto industrializado são questões ainda sem solução. Logo, medidas são necessárias para a mitigação de tal problemática.
Em primeira análise, é valido ressaltar que a violência contra gestante é um grande limitador da própria cidadania do indivíduo. Ainda que não confortável, o nascimento natural é de fato a escolha de muitas mães para seus filhos. No entanto, esse cenário tem sido modificado pela violação dos direitos e dos desejos de mulheres em trabalho de parto, visto que muitas delas tem seus corpos desrespeitados, por exemplo ao receberem cortes e medicamento sem autorização ou com displicência. Deste modo, é possível fazer uma comparação preocupante ao descanso enfretado por diversas grávidas ao analisar a série de televisão “The Handmaid’s Tale”, na qual as mulheres férteis são ultrajadas e consideradas meros objetos de reprodução.
Ademais, cabe destacar que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o campeão mundial em cesarianas. No entando, o alarde está ao analisar que muitas dessas cirurgias ocorrem em situações nas quais não são necessárias. Diante disso, é notório que a escolha pela cesária é induzida por tabus da sociedade, bem como manipulação médica, uma vez que os médicos recebem onerados maiores no processimento cirúrgico quando comparado ao natural. Em síntese, quando não exclarecidos todos os benéficios do parto natural e o firmamento do respeito as mulheres grávidas, huminizar está ação continuará a ser um desafio.
Em suma, é relevante que atitudes sejam tomadas para atenuar o impasse. Portanto, como papel do Ministério da Saúde em parceira com o Ministério da Justiça, deve-se formular leis específicas e de ação federal para garantir que as gestantes estejam mais protegidas em casos de violência e desumanização durante os parto. Assim, também conscientizando as mulheres de seus direitos e deveres durante o parimento. Em vista disso, buscar amenizar desafios enfretados por grávidas no país e tornar o processo de algo mecânico, para algo mais natural e respeitoso.