Desafios para promover o parto humanizado no Brasil

Enviada em 27/04/2021

O Brasil é atualmente o campeão mundial de cesarianas, na rede privada esses índices chegam a mais de 90% em algumas maternidades. A Organização Mundial da Saúde recomenda um índice de 15-20%. Por outro lado, o parto humanizado no Brasil ainda é visto como algo ultrapassado, resultando na perda da autonomia feminina e a medicalização do nascimento.                                                                            De maneira idêntica, a ativista do parto natural, Sheila Kitzinger aborda em sua obra literária " A experiência de dar a luz", como o domínio da perspectiva masculina machista e violenta na medicina pode facilitar que os direitos da mulher sejam desrespeitados e violados, fazendo com que a parturiente perca a autonomia de suas vontades em um momento que ela deveria ser a protagonista.                                                                                  Primeiramente, entende-se por medicalização o processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. A medicalização do parto é uma experiência vivenciada pela maioria das brasileiras. No parto normal são feitas inúmeras intervenções desnecessárias e dolorosas, que a cesárea acaba sendo a única alternativa indolor. As intervenções facilitam o trabalho do obstetra, porém causam danos sérios aos neonatos e suas mães. Segundo o site “Ciência e Cultura”, a ocitocina, droga que tem função de induzir o parto, está entre as 12 drogas que mais geram complicações médicas graves.                               Portanto, se faz necessária medidas que diminuam os desafios de humanizar o parto no Brasil, por meio de campanhas midiáticas realizadas pelo Ministério da Saúde a fim de propagar informação correta as famílias e gestantes a respeito da humanização do parto, para que a parturiente tenha uma melhor recuperação e um vínculo maior com o recém nascido, esse que é feito por contato pele a pele nos primeiros segundos de vida do bebê. Dessa forma, fica evidente que ainda se tem uma longa jornada até, de fato, humanizar os nascimentos, que em sua maioria são abordados por intervenções médicas desnecessárias.