Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 13/05/2021
No livro “A experiência do Parto” a escritora Sheila Kitznger diz que nosso modelo hospitalar hierarquizados pelos homens impossibilita o direito de escolha das mulheres na hora do parto. De modo que, cesáreas eletivas se tornaram a única medida fornecida as gestantes, o que, errôneamente, acarreta na desumanização do nascer e a perca do protagonismo feminino em seu momento pessoal. Isto, também leva a problemas psicológicos e aumento no índice de bebês prematuros, exigindo medidas governamentais para solucionar este problema e devolver o direito de ser mãr dignamente.
Entre os descasos dessa hierarquia patriarcal, destaca-se a prática excessiva de cesáreas no Brasil, devido sua praticidade e melhor remuneração -reafirmando o benefício unicamente médico. Nesse contexto, em razão da falta de compreensão masculina acerca de um evento, essencialmente, das mulheres é questionavel o domínio deste grupo nas salas cirúrgicas, visto que é um processo extremamente invasivo e desconfortavél para o corpo. Dessa forma, dar a luz deixa de ser protagonizado pelas devidas mães e se torna mais um procedimento industrializado e programado pelos homens, aproximando cada dia mais o parto de algo objetificado e desumano.
Além disso, é evidênte que o abandono do parto natural, um ciclo originalmente humano, causa um aumento da incidência de bebês prematuros. Este cenário é abordado no documentário “O renascimento do parto”, no qual médicas obstétricas relatam que o parto cirúrgico ,quando não necessário, traz graves problemas à vida que estar por vir, como dificuldades de respirar, e à parturiente, como a depressão pós-parto. Logo, inibindo o direito a saúde de qualidade previsto pela Contituição de 1988 e empatia que se deveria haver com o nascimento.
Portanto, com intuito de devolver as mulheres sua protagonização e suas escolhas , cabe ao Ministério da Saúde, junto a universidade privadas, oferecer cursos especializades para Doulas, acompanhantes especialistas para gestantes, que saberam acalmar e confortar essas mães em seu dia especial e durante todo o pré-natal, com massagens, exercícios relaxantes e a simples presença feminina que entenda bem o encando e “mágia” deste nascer. Ademais, para minimizar os casos de cesárias eletivas, é papel das Instituições hospitalares a ficalização da agenda médica desses parto e um devido relátorio justificando o motivo de tal, o qual deverá ser avalidado e confirmando antes da realização do procedimento, asssim impedindo casos desnecessários.