Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 14/05/2021
Na série “Supermães”, pertencente ao catalogo da Netflix, narra a história de algumas mães e gestantes que reunem-se em um grupo de apoio, onde recebem suporte psicológico, treinamentos e informações sobre o parto. Fora da ficção, especialmente no Brasil, país segundo a OMS(Organização Mundial da Saúde) com um dos maiores indices de cesarianas do mundo, apresentando 55,6% quando o aceitavel pela OMS é apenas 15%, observamos que situações assim não são comuns. Seja pela falta de suporte para as gestantes ou pela ausência de estrutura nas maternidades públicas. Dessa forma, urge analisar as causa, as consequências e desenvolver estrategias para minimizar esses desafios.
Diante desse cenário, a escassez de um acompanhamento eficiente à gravidas, pode ser um grande impasse para uma maior adesão ao parto humanizado no Brasil, pois a ausência de informação acaba amedrontando-as e fazendo-as optarem pela cesariana, que no momento parece ser a melhor opção, por ser mais rapida e indolor, mas pelo contrario do que imaginam, além de uma recuperção mais longa tembém existem riscos a saúde da mulher quando é feita indevidamente, como infecções e emorragias.
Além disso, a carência de maternidades públicas que disponham de estrutura apropriada e profissionais devidamente preparados para realizar o parto humanizado, acaba resultando em que muitas gestantes que dependem do SUS (Sistema Único de Saúde) sejam compelidas a optarem por maternidades sem um suporte adequado e frequentemente serem vítimas de violência obstetríca, em razão de serem submetidas a procedimentos sem uma real indicação ou sem o consentimento da paciente.
Portanto, de acordo com o art.196 da Constituição Federal do Brasil, a saúde é direito de todos e dever do estado. Logo, compete ao Ministério da Saúde como orgão do Poder Executivo Federal, elaborar politicas públicas e melhorias no pré-natal habitual, por meio da formação de grupos de apoio à gestantes, e com a parceria de médicos obstetras e psicologos e também, o envio de verba para a construção de mais maternidades com estruturas apropriadas e que disponha de profissionais devidamente especializados na área. Espera-se com isso, que os desafios para promover o parto humanizado no Brasil sejam reduzidos e si torne um país referência no acolhimento a gestantes.