Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 14/09/2021
O conceito de parto humanizado surgiu no final dos anos 1980, como uma resposta à violência obstétrica sofrida pelas mulheres no auge da onda das cesarianas eletivas. Contudo, no Brasil do século XXII, tal prática ainda enfrenta entraves para sua expansão. Nesse contexto, torna-se evidente que são possíveis desafios que impedem a humanização do país o predimínio de interesse econômico e uma formação médica técnica. Com isso, os atendimentos e procedimentos médicos são realizados sem uma pespectiva holística.
Sgundo dados divulgados pela revista Época, 75% das mulheres em todo o Brasil não recebido alimentação durante o trabalho de parto; 73% não tiveram acesso a procedimentos não medicamentosos para o alívio da dor; 71% não teve direito a acompanhante, o que é previsto por lei desde 2005; e 25% afirmam ter sido desrespeitadas na gestação ou parto. Isso ocorre devido a chamada “industrialização do parto” que se refere a interferências mecânicas através de métodos que violam os direitos da mulher ao hospitalizar o nascimento e impor regras. Tentando enquadrar como mulheres a um único formato e evento denominado participação. A fim de gerar lucro e ganhar tempo.
Outrossim, consta no juramento de Hipócrates, comumente realzado no fim da graduação de medicina, a função desse profissional é ajudar e nunca causar-lhe mal. Todavia, o que ocorre na realidade brasileira distancia-se do plano teórico. Um parturiente passa a ser vista como um objeto de trabalho, no qual sua opnião é negligenciada e métodos do médico são impostos.
Dessa forma, há uma necessidade de modificar essa realidade. Com vistas a humanizar a assistência à parturiente, o que inclui mudanças na esfera e no trabalho do profissioal de saúde, cabe ao ministério da saúde, a implantação de estratégias que tenham como objetivo realizar atendimentos humanizados a gestante, perder a mortalidade materna e neonal e apresentar os direitos do planejamento reprodutivo nos hospitais.