Desafios para promover o parto humanizado no Brasil
Enviada em 20/05/2021
O documentário ‘‘Parto Natural’’ aborda os benefícios do parto humanizado, sem intervençao invasiva e que prioriza os mecanismos do próprio corpo materno ao nascimento de um filho(a). No entanto, no Brasil contemporâneo é notório que a utilização de métodos invasores cresce a cada dia. Essa realidade aumenta, ainda mais, o desafio para promover o parto natural no país. Nesse sentido, a pressão psicológica associada à falta de informação e a violência obstétrica corroboram a problemática.
A princípio, não é novidade que a naturalidade do parto normal é extremamente benéfica, tanto para a mãe quanto para o bebê. Porém, na sociedade atual, devido a falta de informação e instrução, as gestantes escolhem a intervenção cirúrgica por acreditarem que assim estarão mais seguras. No entanto, toda e qualquer cirurgia têm seus riscos, e a cesárea em questão, está relacionada a maioria dos casos de problemas respirátorios em partos prematuros, além de proporcionar uma recuperação mais lenta no pós-cirúrgico. A associação da dor do parto normal à algo fora do normal, é o que acaba à influenciar na escolha do melhor método. De acordo com a Universidade Federal de Santa Catarina, 70% das gestantes optam pelo parto cesárea mais no final da gestação, isso indica que o medo, afiliado à falta de informação e instruçao, contribui para que novos desafios para promover o parto humanizado surjam.
Ademais, outro fator existente é a violência obstétrica que, muitas vezes, acomete mulheres que já desejavam o parto natural mas acabam desestimuladas e desencorajadas. O documentário ‘‘A Dor Além do Parto’’ traz relatos de mulheres que foram vitímas dessa violência e que desenvolveram traumas. É necessário salientar que em alguns casos a intervenção médica e/ou cirúrgica é de suma importância, contudo, a maior parte das mulheres que escolhem a cesárea é pelo fato de apresentarem alguma fobia relacionada aos procedimentos realizados no parto normal, que tornam momento bastante constrangedor e desconfortável. A utilização de métodos invasivos, sem o consentimento materno, como o uso de hormônios estimulantes para indução, episiotomia e o fórceps, evidenciam que o problema é acentuado, sendo fator determiante para a discriminação do parto natural.
Portanto, é imprescindível medidas para inverter o cenário atual. Logo, o Ministério da Saúde, deve realizar a criação de uma lei de punição para os profissionais que, sem o consentimento materno, utilizam procedimentos invasivos, além de promover propagandas nas mídias e redes sociais que vão induzir a denúncia da violência obstétrica sofrida e que tais propagandas abordem temas que confortem as gestantes e passem segurança à elas, para que, em consciência, elas saibam optar pelo melhor e mais benéfico, o parto humanizado, como citado no documentário ‘‘Parto Natual.’’